quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Ano passado

Ano novo chegando, e nos chegam velhos pensamentos sobre o ano que termina e o ano que vem chegando. Essa eu achei no livro "Otimismo todo dia" de Lourival Lopes, ano de 1993, mensagem número 303:


Prender o passado é sofrer ontem e hoje.

O mau passado é um fardo que, solto, se desfaz mas, preso, mantém vivas as dores que já deveriam ter sumido.

Tire o passado do presente.

Para apagar o passado, pense no presente, passe sobre ele uma esponja como quem apaga um risco de giz e se ocupe em fazer hoje melhor que ontem.

Não se preocupe. O passado já foi, nada mais representa. O importante é o agora, aproveitando-o para ser roseira florida.

O homem que atravessa o rio a nado só não foi ao fundo porque se desfez da trouxa que trazia às costas.




E escutando Cidadão Instigado - O Verdadeiro Conceito de um Preconceito

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Quando eu for Ditador

A morte de Pinochet me trouxe lembranças de quando eu queria ser presidente. É sim, eu tinha esse sonho, como acho que quase todos já tivemos. Mas ao longo da minha vida, percebi que se eu chegasse a presidente, eu seria um no estilo do Getúlio e do Chávez: faria de tudo para não sair de lá. No mínimo isso.



Mais fácil que eu seja do tipo Pinochet mesmo. Seria um ditador dos bem cruéis com a minoria que eu perseguisse. Mas ao falar em minoria perseguida, não comecei a organizar o golpe porque me falta uma minoria para perseguir. Não que não haja aqueles grupos de pessoas dos quais eu não gosto de me relacionar, mas acho que não justifica. Até porque perseguir, torturar e executar forrozeiros e pagodeiros iria causar um problema na produção do país. Ia faltar gente para trabalhar!



Por um lado, seria uma boa: menos pessoas a quem distribuir renda, uma menor procura por vagas em empregos poderia dar chance a um aumento de salários. Mas aprisionar eles em estádios de futebol definitivamente não seria uma idéia das melhores: imagina a muvuca que seria!!! É claro que eles não perderiam a chance de fazer um festão de forró fulerage e pagode de quinta só pra me irritar.



Mas podem ficar tranqüilos. O melhor que eu posso chegar com as condições que tenho hoje é a diretor do SERPRO, e isso nem vale muita coisa. Mas tomem cuidado com os seus IRPF nos próximos 20 anos, huahuahua...

sábado, 2 de dezembro de 2006

Peace Maker



Continuando com o tema "O Mundo bem que podia ser mais assim"...



Há um tempo eu aguardo o lançamento do jogo Peace Maker: http://www.peacemakergame.com/ Esse jogo promete muito, e logo de cara você vê a que ele veio: a empresa que está lançando se chama "Impact Games" e o tema dele é exatamente o que o logo mostra, a resolução do conflito entre Israel e a Palestina.



Você assume o papel de um líder de uma das duas nações no início do jogo, e ganha quando conseguir estabelecer a paz na região. É uma nova idéia de jogos, que está surgindo em oposição aos jogos violentos. Outros do gênero já são vários, o site http://www.socialimpactgames.com/ lista mais de duzendos, que passam de títulos como "3rd World Farmer" a "Diabetes: escape from Diab".



O PeaceMaker lançou agora um blog, que vou acompanhar. O link está aí ao lado, para quem quiser acompanhar também.

domingo, 26 de novembro de 2006

Pensamento Livre

Outro dia parei para pensar: por que o software livre? Já me perguntaram antes, então eu percebi que simplesmente é como eu sou, sempre achei que o mundo poderia funcionar mais ou menos como a filosofia do software livre funciona.

Tem um pouquinho a ver com o socialismo, com o qual todos nós temos alguma simpatia. É claro que o chamado capitalismo selvagem não dá futuro, não se sustentará para sempre, principalmente porque ele precisa dessas crises monetárias que vemos de vez em quando para se manter. Nunca fui comunista/socialista de usar sempre cuecas vermelhas, mas sou bastante simpático às idéias principais dessa maneira de viver o mundo.

Outra coisa que tem muito a ver com a liberdade da informação é o esperanto. O esperanto significa a comunicação livre de barreiras culturais, livre de imposições. Livre até no uso da língua: cada falante adota uma maneira de falar parecida com seu idioma materno e ainda assim todos se entendem. E essa mistura o torna ainda mais belo.

Mas um grande símbolo de conhecimento livre é este a quem presto homenagem. Não simplesmente como o brasileiro que mais realizou pelo país no exterior, nem como o primeiro ser humano a realizar um vôo com um aparelho "mais pesado que o ar" em público. Mas como aquele que nunca patenteou qualquer invenção sua, pois as considerava "um presente para a humanidade".

Ao contrário: dava cópias dos modelos a quem quisesse copiar e fabricar por conta própria, o Demoiselle foi produzido em massa por duas fábricas européias e os dados sobre sua construção foram publicados em uma revista americana. Ele nasceu rico e nunca precisou ganhar dinheiro para sobreviver: dinheiro ele tinha de sobra. Mas dizia preferir terminar seus dias num asilo de pobres a cobrar dinheiro por suas invenções.

domingo, 19 de novembro de 2006

Zeca Baleiro




Show do Zeca ontem (sábado). Estava me programando para ir desde duas semanas atrás, mas não me programei de verdade. Nem tinha com quem ir até o sábado mesmo. Fui quarta-feira comprar o meu ingresso e cheguei tarde, quase 18h. Já haviam acabado os ingressos para sábado. Eu não poderia ir no domingo tendo que acordar cedo na segunda.



Resolvi que ia de qualquer jeito; que importa se não vou ver o cara? quero escutar a música! Encontrei a Rosaline, amiga de infância quando cheguei lá. Chegamos cedo, eu para procurar por algum cambista. Nada. Os caras estavam escondidos mesmo. Encontrei o Caio, colega da Telemática, também estava sem ingresso e procurava quem vendesse. Continuamos nossa busca eu e a Rosaline até que da rampa ao redor do planetário vejo o Caio muito bem sentado na arquibancada. Ligo pro fulerage e ele diz que sentou na escada com cara de derrotado e apareceu uma cambista e vendeu-lhe os ingressos.



Tendo perdido todas as esperanças, sentamos nas escadarias por trás do anfiteatro. Mais uma pessoa a quem perguntamos por ingressos disse que ele ia cantar só umas 3 músicas, já que estava muito atrasado. Ficamos vendo o movimento, comentando quem passava, tirando foto, tentando entender o problema do celular dela, ouvindo a música. Lá pelas tantas horas abriram o portão. Era a chamada "a hora dos pobres", então entramos. Zeca ainda cantou três ou quatro músicas; então ficamos no lucro, segundo a previsão do carinha.



A volta também foi muito interessante. Pegamos um taxi à moda árabe: Quanto dá mais ou menos custa a viagem até a Messejana, perto da lagoa? Ah, dá uns 25 reais, pouco mais que isso. Então vamos. No começo da viagem a Rosaline desconfiou que estava muito barato. Já quando estávamos na Aguanambi, vi que estava no livre. Ótimo, então vai ser a 25 mesmo. E foi.



Foi uma ótima noite, muito divertida. Eu estava sabendo de outras pessoas que iam, mas não vi mais nenhuma outra pessoa conhecida. Minhas expectativas para a noite eram outras, eram misteriosas, exatamente por outros conhecidos que eu sabia ou imaginava que iam, mas foi muito melhor do que o melhor cenário eu pude imaginar e sem surpresas ruins.



quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Coisas sobre chuva


Hoje choveu de manhã aqui na Messejana. É bom que chova, eu adoro chuva. Mas prefiro quando chove à noite, na hora de dormir. É quando eu tenho idéias, algo a ver com água corrente. É assim: as minhas melhores idéias tenho ao tomar banho, ao entrar em contato com a água corrente. Não é a mesma coisa do mar, onde a água vai e volta. Indecisa.



As idéias fluem por mim junto com a água, têm seu ciclo completo pela minha mente: chegam, crescem, tomam forma. Depois me resta desenvolvê-las de verdade, dar corpo e vida própria. É para mim a parte difícil, não consigo enraizar essas idéias para que se sustentem.



E assim fico com váiros projetos, várias idéias pela metade, que apenas existem mas não continuam. É difícil tratar isso e eu estou sempre com aquela impressão que falta alguma coisa. A chuva me faz lembrar de uma ou outra coisinha legal que eu poderia estar fazendo agora, mas minhas obrigações não me deixam.



Fazer o quê? Eu gostaria de ser inconstante e importante como a chuva, ou até mesmo invejável e firme como um rio, mas sou desajeitado e indeciso como o mar.


domingo, 29 de outubro de 2006

Um Novo Ciclo



Um desafio, uma grande mudança, todo um novo mundo a descobrir: conhecer uma pessoa. Entrar na vida dela e deixá-la entrar na sua. É preciso bastante vontade, é preciso querer isso tudo.



É preciso abrir mão. Se doar, mas não demais. Ontem assisti um pedaço do Café Filosófico e o tio disse que num relacionamento "os dois têm que ceder um pouco para que um não tenha que ceder tudo".



É o que penso sobre relacionamentos, e tem a ver com o post anterior. E é o que tenho para fazer amanhã, vou dar uma chance, vou ceder um pouco. Preciso mudar de ares, estou em início de um ciclo, ciclo este que parece ser bastante interessante...



Quero dar a mim uma chance de explorar um novo mundo, de me aventurar ao desconhecido, e também dar essa chance a alguém. Mas tenho encontrado coisas estranhas, dúbias, incertas. Desinteresse de sua parte? Mas você me procurou também. O que devo pensar? Nada penso, não gosto de ficar imaginando coisas e tendo idéias absudas antes saber realmente do que se trata.



sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Tem título não.


Afinal, essa coisa de ciclos, de que tudo vai e volta é mesmo assim? É realmente como as coisas acontecem?



Energia, meu povo, tudo é energia. Você é energia. Esse é o princípio da bomba atômica: transformar matéria em energia, e essa energia transforma tudo ao redor. Nâo, não é destruição, é transformação.



Energia existe para fluir. É o seu natural. É como as coisas acontecem: a energia passa e causa reações diversas, de acordo com o tipo de energia e interação que ocorre. E há os circuitos, por onde a energia passa, por onde ela "dá a volta" e retorna à origem e passa denovo e causa mais reações e interações e retorna à origem... É um ciclo.



Mas a energia pode ser aprisionada. Condensada. Você que o diga. Matéria, coisa estática, cheia de inércia. Só muda quando a energia passa por ela. E a própria matéria é energia condensada, aprisionada, espremida ao máximo. Se entra em desequilíbrio, se fica instável, basta um neutron e ela se liberta. Se quebra em pedaços, e as sobras se tornam energia novamente e saem as partículas como loucas, interagindo e transformando tudo ao redor. Reação em cadeia.



Chamamos de destruição quando ocorrem mudanças tão bruscas e tão grandes. Estamos acostumados a aprisionar a energia e colecionar objetos. Tê-los conosco é bom, e também estamos nós mesmos transformados em matéria e nos aprisionamos.



Pareceu que eu estava falando de física e química? Tomara que não, eu estava falando de pessoas, comportamentos. Querer que algo aconteça e usar um "cirtuito" é uma coisa, condensar energia e aprisioná-la é outra. Mas não pode fugir do normal e começarmos a aprisionar gente. Dedicação não é devoção.



Não quero mudar a sua maneira de pensar. Quero que você pense nela.

sábado, 7 de outubro de 2006

Ensaios


Tanto o que fazer que fica difícil postar aqui. Mas ainda tive tempo para ler "Ensaio sobre a lucidez", de josé saramago. Terminei ontem antes da aula. Muito feliz que, durante a leitura, vi que vão filmar o "Ensaio sobre a cegueira", de saramago também. Um filme para se assistir muitas vezes. E para torcer que continuem e filmem o "sobre a lucidez".



Não acho que vou continuar com o "Contos Inacabados" agora, talvez quando estiver de férias (do CEFET) mesmo. Por enquanto, escrevo o projeto da monografia...


sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Nariz de Palhaço


Chegam as eleições e vem a dúvida: em quem votar?



A menos que você já tenha aquele canditato que vale a pena para você, convenhamos que está cada vez mais difícil ver a diferença entre uns e outros.



Entrei na campanha do nariz de palhaço, o link está no banner na barra à direita. É só uma idéia: ir à urna usando um nariz de palhaço. É claro que não vale colocar o nariz somente na hora de votar, quando entrar na sala. Não é para os mesários verem, não vai ter um repórter para tirar uma foto sua. Use o nariz de palhaço no caminho até a sua sessão.



Essa campanha não tem a ver com partido, com opção política, com votos em branco ou votos nulos. Tem a ver com a falta de opções que realmente ofereçam mudança e que tenham chance de chegar lá.



Vou usar o nariz de palhaço da minha mãe, meu irmão, se eu bem o conheço, vai aderir também. É um bom uso para aquele seu nariz do último show dos Los Hermanos.


quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Cotidiano, Quotidiano.


Eu costumava dizer que "somos personagens de um jogo de RPG, e os jogadores estão em outro universo e nem sabem que realmente existimos". Às vezes parece que estamos enfrentando verdadeiras masmorras, mas nos nossos joguinhos de RPG esquecemos o lado monótono da vida.



Calmaria. Tranqüilidade. Monotonia.


Indefinição, mistério. Espera.


Dúvida. Focalização, indagação.


Lembrança, nostalgia... Alegria, diversidade.


Perigoaperreiodesespero. Semsaída


Acordo. Calma, ainda não acabou.


Listas, pilhas, infinidades.


Metáforas. Meias-palavras. Mensagens ocultas.


Abstração.


terça-feira, 19 de setembro de 2006

Estou vivo


Ah, blog desatualizado! Scheiße!



Vamos escrever alguma coisa então. Qualquer coisa abstrata que fale sobre qualquer coisa que vi por aí; ou sobre qualquer coisa que vivi? Algum comentário sobre um acontecimento de alcance mundial que abalou muitas pessoas? Alguma nota de indignação com qualquer coisa? Algum problema no trabalho ou no CEFET?



Hum... uma história do cara que comemorou tanto a chegada dos dez mandamentos que não escutou o último? Uma dissertação sobre porque um pedido de desculpas tem tanto valor mesmo se a ofensa não é reparada? Um relato indignado comparando o fato de os professores das cadeiras de empreendedorismo do CEFET falarem que a gente deve valorizar o cliente enquanto há quem não valorize os clientes e esses continuam adquirindo o serviço mesmo assim?



Não, nada para hoje.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Você está De Metido!!!


Mandaram Plutão embora. Coitado, ele não tem culpa! Ou será que ele esteve nos enganando esse tempo todo? Comentários sobre a reportagem de Miguel Azevedo



Estavam em dúvida se consideravam Plutão como planeta ou se rebaixavam-no. Na primeira opção, outros astros seriam considerados planetas também, entre eles Ceres (que fica entre Marte e Júpiter, no meio do cinturão de asteróides) e Caronte (a lua de Plutão). Exatamente isso: um asteróide passaria a ser planeta e uma lua seria planeta também. Ficaria engraçado: o planeta Plutão e seu irmão Caronte, um girando en torno do outro.



Eu estava acompanhando essas discussões pelo noticiário, e pensava comigo o que os astrólogos poderiam falar. Ora, em 1930 os cientistas descobriram Plutão e ele foi adicionado aos mapas astrais. Agora Plutão não é mais planeta, mas ele continua lá. E quanto aos outros astros tão grandes quanto ele? Isso é confuso, difícil de confiar.



"Ah, quanta discussão besta, enquanto há tanta gente morrendo! Esses caras deviam descobrir a cura da AIDS!!!" comentaram por aí. Besta é ele. Eu não tomaria um remédio feito por um astrônomo!

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Feira do Livro



Muitas livrarias, muitas editoras, muitos livros. Muito caros, mais caros do que eu esperava.

Dá pra cansar rápido andando por lá. Dá trabalho achar um livro bom e barato. Dá pra achar aquele livro que você está procurando faz tempo, dá pra achar um livro que você nem imagina. Mas dá trabalho achá-los.

Comprei um Contos Inacabados, vou comprar um Ensaio sobre a Lucidez e mais um de presente, depois que eu comprar eu digo aqui qual foi. Achei um O Código da Vinte e Cinco de Março, muito engraçado. Se for barato, compro também. Fiquei impressionado com a minha irmã: já comprou 4 livros.

Mas o engraçado é tanto livro por lá que eu quero ler e um aqui - A Revolução dos Campeões - do qual eu quero distância mas tenho que ler.

domingo, 6 de agosto de 2006

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Enquanto isso, no lustre do Castelo...



- Como é a história? Você pede a minha ajuda, insiste, faz por onde conseguir tudo e depois que cair fora?

- Não é cair fora, apenas eu não imaginei que seria assim tão de repente. E eu não pedi a sua ajuda.

- Ora mais de repente! Você por acaso é leso? É por isso que você sempre precisa da minha ajuda! Eu que sempre tenho que fazer nossa vida funcionar, sempre foi assim!

- Você faz funcionar? A sua "ajuda" se resume a jogar lenha na fogueira. Sempre foi assim. Depois eu que coloco a casa em ordem, conserto tudo o que você desfaz.

- Eu desfaço? Eu tenho a minha maneira de fazer as coisas, enquanto você tem a sua maneira de não fazê-las. Agora vem investindo, formamos uma parceria, e depois que chegam os resultados você que desistir, entregar os pontos?

- Você sabe que não é bem assim: essa parceria foi como todas as outras. E como nunca deixou de ser, há a sua maneira estranha de resolver as coisas. A diferença dessa vez é que nós dois sabíamos que não deveria haver essa busca...

- Mesmo assim você jogou o verde. Fez por onde existir a dúvida, aquela dúvida cruel que arrasta as pessoas para onde você direciona. É claro que não é o seu estilo, então eu tive de agir e manter o curso das coisas.

- Exatamente: precisava ser tão louco? Apostando em jogos loucos, blefando desvairadamente, examinando as reações das pessoas como um jogador de pôquer? Mas é verdade que eu fui sim manipulador, aprendi com você.

- Não tem mais porque ficar discutindo como chegamos até aqui. Temos que decidir para onde vamos. Duas vezes. E tem que ser rápido, eles estão chegando.

- Estão? Cara, é mesmo! E aí? Qual será a nossa posição? Hein?!?! Ah, mais é claro! sumiu de novo e me deixou com a bomba na mão. Lá vou eu sozinho resolver minhas bagunças, pelo menos para bagunça eu tenho talento...

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Filtros


Filtrar idéias é natual pra mim. Selecionar as coisas que eu deixo o mundo ver de mim; e selecionar cojuntos diferentes de facetas minhas para revelar a cada pessoa.

Sempre fui tímido e isso me faz guardar meus sentimentos só para mim: não costumo expressar o que eu sinto. Eu sei que isto já me trouxe problemas, mas também me traz uma certa proteção, confiança e controle da situação.

Daí eu também reescrevo os textos. E penso sobre o que vou escrever, se vale mesmo a pena. Dificilmente faço algo por impulso, principalmente meus textos. Que soe pouco natural, mas esse sou eu.

E ainda há a mania de insistir em assuntos. Não posso deixar um assunto morrer, ele tem que ter fim. Não é a mesma coisa de nunca aceitar perder: quase sempre que eu insisto em um assunto eu perco. Mesmo assim, não desisto, insisto em assuntos mortos e enterrados para depois ficar me explicando e dizendo que o assunto está morto para mim também.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Wikipiadas



A internet é um "lugar" realmente incrível. A cada dia a gente pode encontrar uma coisa nova para fazer, se divertir. Ou não.

Hoje eu achei uma página na Wikipédia muito legal. Não me perguntem onde eu achei, foi alguma pesquisa que fiz no Google sobre computadores e índios e essa página veio junto.

Só o título da página já é ótimo. Ela é constituída de coisas estranhas e engraçadas retiradas dos artigos da Wikipédia. Esses trechos foram considerados muito divertidos para serem simplesmente jogados fora, então foi criada essa página para listá-los.

Vão lá e boa diversão!

P.S.: Não deixem de procurar por "Abílio Diniz".

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Ich bin die Sehnsucht in dir

Hoje tem uma música. O eu lírico da música (o carinha que está falando) é um personagem que está dentro dos nossos subconscientes, e estão relacionados com vários aspectos de nossa vida. Ontem eu voltei pra casa conversando com um dos meus.

É bom ver que antigas diferenças entre duas pessoas - por maiores que sejam - podem ser resolvidas com o tempo. É bom entender que temos uma nova chance para uma amizade saudável. E no final restam lembranças boas, ruins que nos fazem sentir que vivemos algo que realmente valeu.

Leiam o original em alemão selecionando na barra superior!



Eu sou a saudade em você

Nós nos conhecemos a vida toda.
eu te abracei quando criança.
Eu mostrei a vida a você,
e com os seus sonhos eu brinquei.


Eu te mostrei os teus caminhos,
eu sou a tua sorte, eu sou o teu refúgio,
eu praticamente roubei a tua razão,
mesmo assim você confiou em mim.


Eu sou a saudade em você.
Eu sou a saudade em você.
Eu sou a saudade.


Sempre que eu estava com você,
você fazia tudo só por mim.
Eu te levei pro mal caminho,
minhas promessas eram sempre vazias.


Por minha causa você chorou de raiva,
por minha causa você se tornou seu inimigo.
É o meu escudo, você nada pode contra mim.
Eu sou a esperança e você morre comigo.


Eu sou a saudade em você.
Eu sou a saudade em você.
Eu sou a saudade.


Eu virei o mundo ao seu redor,
lhe roubo o tempo, sou o ladrão dos seus dias,
fui freqüentemente seu álibi,
não importa o que aconteça, eu nunca vou te deixar.


Ich bin die Sehnsucht in dir


Wir kennen uns ein Leben lang,
ich hab dich schon als Kind umarmt.
Ich hab mit dir die Jahre gezählt,
mit deinen Träumen habe ich gespielt.


Ich hab dir deine Wege gesucht,
ich bin dein Glück und ich bin dein Fluch,
hab dir fast den Verstand geraubt,
du hast trotzdem an mich geglaubt.


Ich bin die Sehnsucht in dir.
Ich bin die Sehnsucht in dir.
Ich bin die Sehnsucht.


Immer wenn ich bei dir war,
hast du alles nur für mich getan.
Ich hab dich in die Irre geführt,
meine Versprechen waren so oft leer.


Wegen mir hast du vor Wut geweint,
wegen mir hast du dich selbst zum Feind.
Es ist meine Schuld, du kannst nichts dafür.
Ich bin die Hoffnung und du stirbst mit mir.


Ich bin die Sehnsucht in dir.
Ich bin die Sehnsucht in dir.
Ich bin die Sehnsucht und du stirbst mit mir.


Ich hab die Welt um dich gedreht,
stehl dir die Zeit, bin dein Tagedieb,
war oft genug dein Alibi,
was auch passiert, ich verlass dich nie.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Estamos aqui para isso


O Pedro, do "A casa dos acasos", esteve escrevendo dois posts sobre um estranho telefonema...

No comentário do segundo post, o Mário falou que nem sempre podemos ajudar as pessoas que passam por nossa vida. E que nem sempre queremos ajudar essas pessoas.

Eu gosto de ajudar. Maneira de me sentir importante, ao menos naquele momento, para aquele assunto. É bom sentir que alguém confia em você a ponto de permitir que você a ajude. E quando a sua ajuda é solicitada diretamente, então é o ápice.

Eu me importo com as pessoas que estão perto de mim. Gosto de ajudar. Quero estar ao lado quando for necessário. A privacidade me impede de ser direto sempre, mas também pratico a ajuda genérica, sem perguntar o problema, mas dando a força que me for permitido.

Estive terça-feira me despedindo de alguém que muito me alugou os ouvidos, e até me pediu conselhos (logo eu, dar conselhos?). Passaremos muito tempo sem nos ver, ligações serão quase impossíveis, mas haverá festa quando voltar, havendo ou não sucesso na sua empreitada.

E fui solicitado hoje por outra amiga. Me pediu qualquer tipo ajuda e chegou a ficar espantada com a minha prontidão em ajudar. Me pediu para escrever, então aqui escrevo explicando que peça ajuda, pois estarei aqui para atender.

É para isso que são os amigos. Estamos aqui para isso.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Mudanças


O bom de aprender outras línguas é que podemos ver algumas coisas que parecem estar ocultas no uso cotidiano da nossa língua.

Por exemplo, uma das palavras alemãs que eu mais gosto é andere (outro), todos os que lêem esse blog sabem muito bem o porque.

Mas melhor que andere é a palavra para mudança: Anderung (feminino, plural Änderungen). Exatamente como vocês podem ter percebido, mudança é derivado de outro. E mudar é andern.

Com um pouco mais de pesquisa, você entende que não é só no alemão que isso é claro, até na língua portuguesa é. Veja: outro vem de alter, que também gerou alteração, que é sinônimo de mudança. Acontece que isso fica pouco claro em português.

Mudar é, literalmente, tornar-se outro em alemão. E isso faz muito sentido. Ainda mais para mim, com a minha estranha relação com as mudanças e com a minha "doutrina outrista".

quarta-feira, 21 de junho de 2006

A bagunça vai aumentando...


Aêêêê!!! Mais uma apresentação da Turnê Mundial do fim do Mundo se aproxima, agora da Coréia do Norte!!!



Está todo mundo se preparando (1)
(2) para a festa, que ainda vai dar muito o que falar, já que tem gente que quer atrapalhar.

Mesmo assim, há mais o que comemorar, e talvez esses chatos que querem atrapalhar a festa da Coréia do Norte estejam apeans buscando exclusividade para a festa dele(1), já que tem mais gente querendo participar(1)(2), e tantos outros querendo atrapalhar (1)(2).

O "ruim" é que fica tão longe que a gente não vai ver de perto... Mas fazer o que, se a gente já teve quase um "Woodstock" um dia desses?

terça-feira, 20 de junho de 2006

Sobre as "Energias do Universo"



Tem vezes que queremos que certas coisas aconteçam ou deixem de acontecer. E isso acontece muitas vezes, de várias maneiras diferentes. Mas devemos ter cuidado com impedimentos aos nossos objetivos. Ou com os impedimentos que nós mesmos causamos.


É claro que devemos buscar, e lutar, e nos esforçar para alcançar o que queremos - ou para afastar o que nos atrapalha. Mas muita luta causa impedimentos no fluxo das "energias do universo".

É só lembrar que todo mundo também está lutando e querendo fazer valer sua vontade. No final é você contra o outro. Ou pior: você contra todo o mundo. É isso o que eu quis dizer com "energias do universo": você não está sozinho, há outras pessoas por aí, cada uma buscando seu próprio espaço.

Mas eu encaro esse pensamento a partir de um lado menos agressivo. Talvez possa ser descrito como um lado mais acomodado: eu simplesmente deixo a "energia" fluir. É óbvio que não a deixo fluir totalmente livre, eu dou meus empurrões ou construo minhas "barragens" para acelerar ou frear coisas.

E quando a gente passa por momentos assim tudo fica estranho, e até engraçado. Podemos até passar por momentos constrangedores por agir sem saber o que as pessoas estão esperando. "Quebar a cara" faz parte. Depois é ir em frente, tentar de novo ou ter a sapiência de saber e a calma de aceitar caso não tenha mais jeito.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Fim das greves!!!!


Como falei há alguns dias atrás, eu estava esperando que as greves acabassem. Finalmente acabaram!!! Êêêê!!!!

Primeiro acabou a greve do SERPRO, ontem. E hoje foi aquele burburinho todo: o barulho das conversas, usuários com problemas (principalmente problemas de esquecimento de senhas).

E finalmente resolvi o problema com aquele backup. Pelo menos até onde se podia resolvê-lo. Só foi possível recuperar os e-mails até novembro e quanto aos mais importantes, parece que há cópias deles. Alívio ainda apertado.

E a greve do CEFET terminou também, como se pode ver no site de lá. Alívio maior.

Tudo voltando aos eixos, e coisas novas surgindo ao horizonte.

Amanhã farra na casa do Théo!!!!

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Só os elefantes mesmo...


Hoje o texto não é meu, é do Mikael, retirado do recém-lançado Só os elefantes sabem amar #1 e se chama "Soneto às ex-namoradas"

Perdão àquelas a quem fiz sofrer
a quem juras de amor fiz
prometi que seria feliz
e por mim desejaram morrer.

Perdão por não conseguir ser leal
por fugir quando de mim precisaram
perdão a todas que realmente me amaram
perdão por ter feito tanto mal.

Se algum dia de mim lembrarem
se algum dia de mim falarem
saibam que reconheço que errei

De todas falta sinto
sofro, e hoje digo, não minto
que a todas eu amei.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

E vai piorando...


Ontem eu torci para escrever uma boa notícia aqui, mas o dia não foi tão feliz assim...

Pense numa arrumação. Papoquei um computador ali... Não um computador qualquer, o computador da gerente de um setor do SERPRO daqui de Fortaleza. Mas não foi muita coisa, apenas os e-mails que ela havia arquivado localmente.

A tarefa original era só atualizar o Linux Fedora 2 para o Fedora 4. Apenas baixar o script e executar. Mas houve algum erro misterioso enquanto o script era executado e plim! Ele gravou o kernel (o coração do sistema) corrompido.

Tentei recuperar alguma coisa com meus conhecimentos ainda limitados, tentei instalar outros kernels, mas arranjei mais problemas, outras coisas pararam de funcionar.

A solução foi reinstalar. Odeio fazer isso; mas era o que me restava, já que não tinha a quem recorrer (estamos em greve). Então eu, muito despreocupado, comecei a reinstalação sem fazer backup, já que os arquivos pessoais dela ficam em uma partição separada e não iam ser apagados.

Faço todo o processo antes que a gerente volte, e, quando ela chega, eu, muito orgulhoso do meu serviço, peço-lhe que verifique os programas instalados.

Quando eu inicio o programa de e-mail, me vem um pensamento e começo a gelar.

Esse programa é para windows, e ele fica em um diretório a parte, que foi apagado com a reinstalação; eu devia ter feito o backup dele.

Na hora eu falei que estava passando mal. E estava mesmo, minha pressão baixou, estava gelado. Pô, perder o arquivamento da gerente é osso.

Mas ainda bem que ela é gente fina e não ficou estressada. Ainda bem que ela não tinha muita coisa importante entre essas que foram perdidas. Ainda bem que os meus chefes já fizeram alguma coisa parecida antes. Ainda bem que há chances de recuperação.

Esperando agora como vai ser a recuperação dos arquivos. Enquanto eu estava escrevendo essa parte final ela me chamou para saber como vai ser essa recuperação.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Tédio



É o cúmulo. Duas greves ao mesmo tempo. EU ODEIO GREVE!!!! Greve no CEFET, greve no SERPRO.

A greve do SERPRO eu estou furando, já que nem tem nada pra fazer mesmo, passo o dia navegando na internet. E já que eu não posso furar a greve do CEFET, eu durmo.

Mas as greves já foram importantes na minha vida. Houve uma greve de professores da rede estadual bem no final da licença-matenidade da minha mãe de quando eu nasci. Ah, pra quem não sabe, minha mãe é professora de escola do estado. Daí eu tive tempo extra com a minha mãezinha, uma licença-maternidade dobrada.

Enquanto isso, os professores do CEFET estão - como diz um dos melhores professores de lá - em seu "pacto de mediocridade", curtindo suas férias e se preparando para assistir a Copa. Quem duvida que essa greve só acaba depois da Copa?

E aqui no SERPRO eu vou furando mesmo. Não tenho ainda raiva de empregador, "dou mó valor" a trabalhar, nunca ganhei salário nenhum e esse que ganho agora está ótimo para as minhas necessidades. Sei lá, não tenho motivos para ficar sem fazer nada em casa ou debaixo do sol na guarita.

Até outro dia, então. Quem sabe com melhores assuntos.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Barreiras


Semana no ProPessoas, um projeto no SERPRO sobre desenvolvimento pessoal. Tema: Vencendo Barreiras

Eram dois ouvires amigos que resolveram caminhar juntos. Cada um deles carregava consigo tesouros valiosos para si, suas melhores obras e presentes que receberam de outros amigos ouvires. E no caminho havia uma subida. Uma subida bastante íngrime. Eles avaliaram se seria bom tentar subi-la e decidiram que sim. Mas a subida se tornou muito íngreme e eles resolveram pensar no que fazer.

Resolveram que não poderiam continuar a subir se algum peso não fosse deixado pra trás. Começaram então a avaliar que tesouros poderiam ser jogados fora. Com menos peso, continuaram a subir. Mas a subida se tornou cada vez mais difícil e cada vez mais peso precisava ser jogado fora.

Cada um tem seu limite, e um dos amigos resolveu que daquele peso ele não podia se desfazer. Era uma jóia não simplesmente valiosa: era a sua obra prima. A mais valiosa de todas as jóias. Então eles tentaram continuar com ela, mas não podiam. E começaram a se machucar por causa disso: haviam chegado ao limite. Uma decisão tinha que ser tomada.

"Não posso deixar isso pra trás."

E eles desceram a montanha, recolhendo suas coisas que deixaram no caminho. Às vezes um pegava alguma coisa do outro, e isso ficará de lembrança da boa caminhada. Ainda há o caminho de descida da montanha para uma última palavra, consertar as coisas que se quebraram enquanto caíam, entregar presentes que um havia feito para o outro durante a subida.

Cada pessoa tem um preço para cada assunto. Não se pode condenar alguém por se entregar mais fácil ou por resistir tanto. Alguém vai ter que ceder, às vezes todos os envolvidos.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Parou por quê?


Hehe, não ficou para domingo, nem para segunda. Só na quarta arranjo tempo para lembrar do meu bloguizim... Também não dou tanta atenção ao blog dos outros, só olho o do Mário; e conseqüentemente só ele olha o meu.

Também não mantenho assuntos interessantes, como esse sobre o tal filme. Sei lá, isso de escrever não combina comigo mesmo, eu só escrevo bem quando escrevo subjeções sobre o que acontece comigo: quando passo por qualquer situação, eu a escrevo com personagens vagos e símbolos toscos. É assim mesmo.

Se eu quisesse, poderia chegar ao nível dos textos do Mário, ou ao nível dos zines da Bel, mas a criatividade da Bel não está ao meu alcance e o estilo do Mário é muito longe do que eu quero produzir.

Será que eu vou passar a fazer um diário? Será que vou voltar para o assunto do filme? Só esperando pra ver, eu sempre começo as coisas e deixo na metade. Além do mais, ter retorno é sempre bom e isso só o Mário — mesmo sendo o Mário — não é sufuciente para o meu ego. Para aumentar o retorno, seria bom visitar mais blogs, mas eu num dô conta nem no blog do Mário e no flog da Bel...

sexta-feira, 5 de maio de 2006

What the bleep do we know?-Realidade 1


Está muito difícil? Chato? Ora, quem está escrevendo sou eu, não haveria de ser diferente. Mas vou tentar ser mais receptivo...

Consegui o arquivo com as legendas do filme, vou passar a me basear por elas. Assim mantenho uma linha mais legal e faço uma resenha estranha. Sobre não haver mesmo uma resenha, é porque não há exatamente uma história. Apenas a moça tem pensamentos estranhos sobre a existência das coisas e os cientistas comentam.

"Como podemos continuar a ver o mundo como real, se o ser que o está determinando como real é intangível?

Todas as realidades existem simultaneamente?

Há a possibilidade de todas as verdades existirem lado a lado?

Alguma vez você já se viu através dos olhos de alguém que você se tornou e olhou para si através dos olhos de um observador?"


Hein? Já passou por alguma sensação de não ser você quem está observando a situação? Já observou a si mesmo como se fosse outra pessoa? Experimente. Pode ser difícil, mas você vai ter mais possibilidades acerca do que você pode fazer em relação a si mesmo.

"A física quântica, falando de uma maneira bem simples, é uma física de possibilidades.

Estas são questões sobre como o mundo é percebido por nós: Se existe uma diferença entre o modo como percebemos o mundo e o que ele realmente é."


Então fica para domingo - já que não tenho tempo amanhã - a continuação da nossa série com mais sobre o que é real e o que não é.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

What the bleep do we know? - Tempo


Segundo as leis da física (desde Newton até a física quântica) não faz sentido que possamos nos "lembrar" do passado e não ter o mesmo tipo de visão do futuro:

Lembre-se dos gráficos e das fórmulas do primeiro ano, dá pra saber tudo sobre um movimento, em qualquer instante do movimento. Da mesma maneira podemos com nossas ações influenciar e alterar o futuro mas não temos o mesmo tipo de poder em relação ao passado.

Pelo que se entende na física, o tempo não "passa", todo o tempo existe a todo momento. É mais uma dimensão onde vivemos: altura, largura, profundidade e tempo. O "normal" seria se pudéssemos nos mover na dimensão do tempo da mesma maneira que nos movemos no espaço.

De certa maneira, nos movemos no tempo, à velocidade da luz e sempre em uma única direção. Sempre que nos movemos no espaço, a nossa velocidade no tempo diminui, para que a soma seja a velocidade da luz. Isso é a relatividade do tempo: a luz se move no espaço à velocidade da luz; portanto ela tem velocidade zero no tempo.

Nas mitologias e religiões se diz que o tempo não existe para os seres superiores. Seriam criaturas que se movem à velocidade da luz? Que força nos empurra a tanta velocidade na dimensão do tempo? Se essa força fosse anulada, nós passaríamos a ver o tempo como uma dimensão de espaço?

quarta-feira, 3 de maio de 2006

What the bleep do we know? - Introdução

No começo só havia o Vazio, transbordando com infinitas possibilidades das quais você é uma...

Assim começa "Quem Somos Nós?"(What a bleep do we know?), que assisti ontem. Muito "a minha cara", entendem? Daí que vou comentr essas idéias aqui por mais de uma postagem. Não vou comentar o filme, mesmo achando que ele não está mais em cartaz.

Parece ser uma nova fase no blog, na qual pretendo fazer novas postagens quase que diariamente. Parece.

Tentei assistir ele no sábado, mas a fila estava uma bagunça só. Parece que confundiram a fila preferencial (idosos, etc) e pensaram que ela era uma fila exclusiva para quem queria assistir o filme, já que ele está passando em uma série especial.

Ontem assisti, depois do trabalho. O filme tem muito a ver com algumas idéias que eu já cultivava e divulgava, e revê-las, relembrá-las foi muito bom. Não vou postar agora o primeiro comentário, vou deixar para amanhã. Então, até lá.

domingo, 9 de abril de 2006

Schwarzen Tagen


Sollte ich auf deutsch schreiben? Aŭ devus mi skribi esperante?

Não sei mais nada, cansei de tudo, uma espécie de depressão? Só tenho idéias, mas elas
não nascem. Tenho medos, não quero magoar as pessoas, mas parece que o meu lado Sith me leva indiretamente a praticar o mal.

Já devia ter me acostumado com a minha dualidade, mas nos tempos em que ela some - e nesses tempos eu perco a minha criatividade - eu esqueço que ela existe. Quando eu volto a apresentar minhas dúvidas sobre o que fazer - então as idéias pipocam - eu falo e faço coisas que não deveria. Não porque faço essas coisas e depois me arrependo, mas porque são coisas que realmente não têm nada a ver e não são completamente reais.

Bem, como eu não sou esse poço de infelicidade todo e tampouco dou tanto valor às coisas menos reais, a minha criatividade prevalece e eu sempre tenho uma piadinha pra quebrar o gelo ou o clima. E mais coisas novas chamam a minha atenção, me fazem pensar em desistir do orkuticídio: Esperanto v.2. É mesmo, cansei de tudo e ainda penso no orkuticídio. Yhn-Hoj me ajude nessa decisão...

sexta-feira, 31 de março de 2006

Libera Softwaro


Muito tempo sem atualizar (sempre me queixo disso) e postando sobre um assunto atrasado...

Sábado, 24 de março, FIC Fortaleza: FLISOL - Feira Latinoamericana de Instalação de Software Livre.

Pequeno, mas perfeito. Aliás: menor que o movimento realmente é. Faltou o pessoal da Mandriva (snif, snif, eu queria um CD...). Mas tudo bem, haverão outros eventos e eu bem que podia baixar a iso. Muito boas as palestras - principalmente a sobre software livre na educação, um ótimo projeto (até minha mãe, como boa ex-professora que é, vai colaborar).

Faltou divulgação e faltou quem fosse. Não encontrei muita gente conhecida, nem quem havia prometido/combinado ir. Só o Pedro "Louco" e o Tarcilton, da SEDAS e do Slack. Alguns eu conheço só de ver pelo CEFET ou pelos outros eventos e nem sei o nome.

Ainda tentei colocar o esperanto na jogada, mas só cheguei a uma conclusão bastante lógica: não se força a adoção de um padrão, o padrão apenas reflete a documentação do que é mais utilizado. Se o inglês já é utilizado pela comunidade, não adianta jogar discursos a favor do esperanto, mas vamos começar a adotá-lo e gerar discussões ao redor dele.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Mulher = Problema?


Um pouco atrasado, uma homenagem ao dia das mulheres e uma propaganda pro meu irmão...

No Blog do meu irmão, ele escreveu ontem uma ruma de coisas para as mulheres. Uma (que eu já conhecia) me chamou atenção e eu pensei novamente no assunto é aquela prova que ele colocou lá de que "Mulher = Problema".

Eu pensei melhor, analisei as equações, e cheguei à conclusão de que há um erro nisso tudo. Dê uma olhada lá e voltem aqui para ver a correção:

Ele começa dizendo que para se ter mulher, precisa-se de tempo e dinheiro. Isso é óbvio.
Mulher = Tempo x Dinheiro

Depois ele recorre àquela afirmação universal de que
Tempo = Dinheiro

Então o carinha que fez o trabalho lá substitui na primeira equação, fazendo
Mulher = Dinheiro2

Até aqui tudo bem. Mas então há o erro. Ele diz que "O dinheiro é a raiz de todos os problemas". Não é bem assim, na verdade "A falta de dinheiro é a raiz de todos os problemas". Então temos que
-Dinheiro = v/Problemas¬

(Isto é a melhor raiz quadrada que eu posso "desenhar" agora)

Atenção ao sinal de menos (-). Vamos mudar para o outro lado:
Dinheiro = v/-Problemas¬

Finalmente voltamos à linha de pensamento original:
Mulher = (v/-Problemas¬)2

Quando fazemos o cancelamento, devemos prestar atenção ao sinal de menos:
Mulher = (v/-1 x Problemas¬)2

Lembrando dos números complexos, a raiz de "menos um" (v/-1¬) é i:
Mulher = (i x v/Problemas¬)2
Mulher = i2 x Problemas
Mulher = -1 x Problemas
Mulher = -Problemas

Fica então provado que "Mulher é igual a menos Problemas".

Mas depois de uma dessas, fica mais comprovado ainda o que o experiente Fernando Melo daqui do SERPRO diz: "O bicho é bom, mas é complicado!". Ou melhor: "Mulher complicada" é pleonasmo.


domingo, 5 de março de 2006

Aiai, minha mente dói...

Amanhã tem a temida prova para o certificado de alemão. O problema é que eu não consigo parar para estudar. Não tenho paciência para isso. É claro que eu liguei o computador com a desculpa que iria entrar num site e estudar online. Ora mais, é claro que não fiz isso, afinal estamos falando do Xis...

E tem mais o curso de esperanto que eu tenho vontade de começar. Me sinto meio estranho, na verdade sou muito do tipo "estranho no ninho" quando o assunto é esperanto, pois nunca participei ativamente do movimento. Fazer o quê? Pelo menos vou oferecer uma alternativa mais simples para os CEFETianos participarem deste mundo maravilhoso e livre (que final tosco...)

Daí eu invento de traduzir Fernando Pessoa:

"La valoro de la aferoj ne estas en la tempo, dum tio ili daŭri, sed en la intenso, en tio ĝi okazas. Tial ekzistas neforgesablaj momentoj, neklarablaj aferoj kaj nekomprarablaj personoj."

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Quando devemos dizer não




Às vezes é difícil dizer não. Principalmente quando devemos dizer isso a pessoas das quais gostamos. Normalmente queremos dizer sempre sim e fazer tudo o que essas pessoas nos pedem. Mas nem sempre isso é saudável.



Ou isso nunca é saudável? É importante dizer não para evitar problemas. Hoje em dia eu vejo algo no meu horizonte que parece com um problema bem conhecido. Tenho que fazer algo, para que isso não se torne verdadeiramente um problema.



Há muitas decisões diferentes a se tomar e muitos caminhos que isso pode levar, tornando-se um problema ou não. A melhor coisa a fazer? Não sei o que seria. Sei que tenho que decidir o mais rápido antes que o trem me atropele de novo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Desistiram de mim



Há mistérios que nunca serão revelados. Alguns com importância inestimável, outros apenas são bobagens que nos intrigam.



Nos últimos trinta e uns de dezembro (de 2003 e de 2004) eu recebi mensagens de feliz ano novo. Nessa época o meu celular (aquele "do Guga") não informava o número do remetente. Por isso esta pessoa nunca obteve uma resposta minha: eu não tinha como identificá-la.



O que mais me intriga é o conteúdo das mensagens. A primeira dizia: FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊS TAMBÉM. Muito estranho esse "TAMBÉM", pois o dito celular não envia mensagens. Imaginei que a pessoa tivesse se enganado ao enviar a mensagem.

A segunda mensagem dizia um muito comum "FELIZ ANO NOVO, BEBAM POR MIM". "Ótimo, ele ainda é meu amigo", pensei comigo mesmo. Mas a quem ele se referia com esse "BEBAM" no plural? Deu muita pena do meu amigo oculto, pois eu não estava com uma galera tão bebedora assim (duas tias, minha irmã e a Bira) e a champanha estava estragada.



Neste ano eu estava realmente esperançoso porque ia conhecer este colega de tão longa data, já que mudei o celular mas não mudei o número. Mas parece que depois de dois anos de descaso ele/ela desistiu de mim. Nenhuma mensagem do meu amigo oculto chegou, e mais um mistério se forma.