quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Enquanto isso, no lustre do Castelo...



- Como é a história? Você pede a minha ajuda, insiste, faz por onde conseguir tudo e depois que cair fora?

- Não é cair fora, apenas eu não imaginei que seria assim tão de repente. E eu não pedi a sua ajuda.

- Ora mais de repente! Você por acaso é leso? É por isso que você sempre precisa da minha ajuda! Eu que sempre tenho que fazer nossa vida funcionar, sempre foi assim!

- Você faz funcionar? A sua "ajuda" se resume a jogar lenha na fogueira. Sempre foi assim. Depois eu que coloco a casa em ordem, conserto tudo o que você desfaz.

- Eu desfaço? Eu tenho a minha maneira de fazer as coisas, enquanto você tem a sua maneira de não fazê-las. Agora vem investindo, formamos uma parceria, e depois que chegam os resultados você que desistir, entregar os pontos?

- Você sabe que não é bem assim: essa parceria foi como todas as outras. E como nunca deixou de ser, há a sua maneira estranha de resolver as coisas. A diferença dessa vez é que nós dois sabíamos que não deveria haver essa busca...

- Mesmo assim você jogou o verde. Fez por onde existir a dúvida, aquela dúvida cruel que arrasta as pessoas para onde você direciona. É claro que não é o seu estilo, então eu tive de agir e manter o curso das coisas.

- Exatamente: precisava ser tão louco? Apostando em jogos loucos, blefando desvairadamente, examinando as reações das pessoas como um jogador de pôquer? Mas é verdade que eu fui sim manipulador, aprendi com você.

- Não tem mais porque ficar discutindo como chegamos até aqui. Temos que decidir para onde vamos. Duas vezes. E tem que ser rápido, eles estão chegando.

- Estão? Cara, é mesmo! E aí? Qual será a nossa posição? Hein?!?! Ah, mais é claro! sumiu de novo e me deixou com a bomba na mão. Lá vou eu sozinho resolver minhas bagunças, pelo menos para bagunça eu tenho talento...

Um comentário:

Dâmaris disse...

vc viaja mesmo né. hehehe
bjim