domingo, 10 de janeiro de 2010

Organizando suas músicas com o Picard


O MusicBraiz.org é algo que pode ser chamado de wikipédia da música. Ele reune informações sobre artistas, álbuns e músicas, contendo dados sobre cada um deles.
Ele também permite que pessoas cadastrem álbuns lá, mediante cadastro e verificação das informações.
O MusicBrainz também tem seus programas recomendados, para que as pessoas possam organizar automaticamente sua biblioteca de músicas. Vou explicar aqui como configurei o Picard, que está disponível para instalação no Ubuntu mediante o "dificultoso" comando abaixo, ou pela Central de Programas do Ubuntu:
sudo aptitude install picard

A primeira coisa a se fazer é dar uma olhada geral nas opções do Picard. No item Opções do menu Opções estão as configurações principais do programa.
Olhando cada opção, pode-se ver algumas coisas legais, como usuário e senha do MusicBrainz, opções para a capa do álbum, etc. Vou focar este post nas opções de renomear arquivos, para organizar a bilioteca por artista e álbum.

Existem 2 grupos de opções (em negrito): Renomear Arquivos e Mover Arquivos. O segundo grupo de opções é mais fácil de entender, pois se refere ao local onde ficam os arquivos de sua bilioteca. Usar o diretório /home/usuario/Música permite que a maioria dos players de música encontre os novos arquivos automaticamente.
As opções de Renomear Arquivos se dividem em um formato para músicas de um único artista e música de vários artistas. Estas duas linhas são formadas por códigos, que leem as tags do mp3 e renomeiam o arquivo de acordo com elas. Para saber o resultado desses códigos, há o botão Visualizar no final da janela, que gera um texto de exemplos logo acima dele.


Códigos para renomear arquivos

Uma lista completa das tags suportadas para renomear os arquivos pode ser encontrada na ajuda do picard, no site do MusicBrainz. Abaixo seguem alguns exemplos:
artista/álbum/número nome da música:
$if2(%albumartist%,%artist%)/%album%/$num(%tracknumber%,2) %title%
artista/ano/álbum-mês-dia/número - nome da música:
$if2(%albumartist%,%artist%)/%date%/%album%/$num(%tracknumber%,2) - %title%
artista/álbum/artista - nome da música:
$if2(%albumartist%,%artist%)/%album%/%artist% - %title%

Usando isso tudo

Para fazer a organização automática da sua biblioteca, volte à janela principal do Picard e adicione os arquivos de música a ele pelos botões Adicionar Arquivos ou Adicionar Pasta. Eles aparecerão à esquerda, no brupo Arquivos Não Identificados. Você também pode arrastar os arquivos do seu local original para a janela do Picard.
Clique no botão Grupo, que agrupará os arquivos que já estão com as tags de álbum descritas no final da lista à esquerda, sob Agrupados. Os arquivos que não tiverem suas tags suficientemente descritas continuaram no início da lista da esquerda.
Selecione um álbum no final da lista da esquerda e clique no botão Procurar. Ele vai conectar ao MusicBraiz e vai verificar as informações das músicas associadas àquele álbum. Essas músicas já estão prontas para serem salvas.
Abrindo o álbum à direita (usando o botão de +), você poderá ver que músicas foram identificadas, e em que grau, de verde a vermelho. Verde indica 100% identificada e vermelho indica pouco identificado. Muitas músicas em vermelho pode significar que o Picard não acertou que álbum é ou que as músicas não tinham tags suficientes.
Neste momento, você pode pegar as músicas que ficaram no início da lista da esquerda e mover para os álbuns corretos delas. Pode também usar o botão scan para ele encontrar no site as informações sobre a música selecionada.
Algumas vezes um mesmo álbum é encontrado mais de uma vez, ficando algumas músicas em uma versão e as outras na segunda. Neste momento, você pode mover as músicas ou os álbuns para corrigir estes detalhes, como na figura abaixo:

Após organizar visualmente suas músicas, use o botão Salvar, e as tags serão escritas nos arquivos, depois eles serão renomeados e movidos de acordo com as opções que você escolheu no início deste tutorial.
Este tutorial foi elaborado com base na minha experiência pessoal de uso do Picard, somado às dicas da ajuda do mesmo, que se encontram no site do MusicBrainz.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Magic, Novo Formato: Magic Planar

Há algum tempo foi anunciado no site do Magic que seria lançado um novo formato de jogo informal, que incluiria novas cartas. Hoje houve o anúncio de como funcionam as regras desse novo formato e duas cartas foram mostradas. Segue um resumo dessas regras.

Elementos extras do jogo

Para jogar o Magic Planar, os jogadores devem ter além do seu deck de 60 cartas, um deck planar - formado pelas cartas que representam planos - de no mínimo 10 cartas, embaralhado separadamente do deck normal. O formato é recomendado para jogos entre 3 e 6 jogadores. Outra variação é usar apenas um deck planar para todos os jogadores; neste caso o deck planar deve ter 10 cartas para cada jogador ou 40 cartas, o que for menor. De qualquer forma, cada deck planar deve ter apenas uma cópia de cada carta.
Além do deck planar, é necessário um dado para jogar. O dado que será fornecido com os pacotes contém 6 faces em branco, uma face com o símbolo dos planeswalkers e outro com o símbolo do caos.

Regras adicionais

O jogo inicia normalmente, exceto que o primeiro jogador antes de iniciar seu primeiro turno revela a sua primeira carta de plano. Ela representa o plano (ou parte do plano) em que os jogadores estão, e seu texto se aplica a todos eles. Quem controla a carta de plano é o jogador ativo, isto é, o jogador cujo turno está acontecendo agora. Um exemplo de carta é este:
Cartas de plano tem elementos comuns às cartas normais de Magic: nome, tipo e texto de regras. O texto contém regras comuns, parecidos com regras normais. O nome indica um local dentro de um plano, e o tipo indica o nome do plano.
Cada carta tem no mínimo duas habilidades. Uma básica e outra ligada ao símbolo do caos. Esta segunda habilidade funciona sempre que alguém rola o dado e nele sai o símbolo do caos. Veja que esta carta indica "você" em sua habilidade, e este "você" é o controlador da carta (como em qualquer outra carta de Magic). Este "você" é mudado a cada turno: sempre o jogador atual.

Rolando o dado

Sim, falei sobre o dado e sobre a habilidade que funciona sempre que o resultado é o símbolo do caos, mas quando o dado é rolado? O dado pode ser rolado sempre que o jogador ativo puder jogar um Feitiço, e o custo para rolar o dado é "quantas vezes você já rolou o dado neste turno". Então, a primeira rolagem custa , a segunda custa , e assim por diante.
Sempre que o dado é rolado, ele pode dar uma face em branco, o símbolo dos planeswalkers ou o símbolo do caos. Quando sai o símbolo dos planeswalkers, a carta de plano é trocada pela carta do topo do deck planar do jogador ativo e a atual vai para o fundo do grimório de seu dono, este comportamento funciona como uma habilidade desencadeada. Quando sai o símbolo do caos, a habilidade relacionada a ele é desencadeada. Nos dois casos, os jogadores podem conjurar mágicas instantâneas ou ativar habilidades antes de elas resolverem.

Deixando o jogo

Quando um jogador deixa o jogo, ele pode ser o controlador de uma carta de plano, ou pode ser o dono dela, ou ser o dono e o controlador. Sempre que um jogador sai de jogo, deve ser checado:
  1. Se ele é o controlador dela, então ela passa para o jogador seguinte e todas as habilidades relacionadas a ela são anuladas.
  2. Se ele é o dono dela, então ela é descartada e o jogador ativo ativa sua próxima carta de plano. Neste momento as habilidades de "entrada de plano" e de "saída de plano" são desencadeadas. As habilidades relacionadas a planeswalking são anuladas, mas as habilidades relacionadas ao caos permanecem.

Habilidades de entrada e saída de plano

Algumas cartas tem habilidades que são ativadas quando o jogo muda pra elas ou sai delas. A carta abaixo é um exemplo disso:
Pessoalmente estou esperando ansiosamente pelo lançamento destas cartas, que virão distribuidas em caixas contendo um deck de 60 cartas, um dado e um deck planar de 10 cartas.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mudanças nas Regras do Magic

Como alguns de vocês já devem saber, sou jogador de Magic: The Gathering desde 2000. Uma das coisas que mais me atrai neste jogo são a profundidade e a complexidade de suas regras. Sempre gostei de ser "advogado de regras", conhecer todos os meandros do jogo e poder sair de situações difíceis sem dúvidas. O melhor mês da minha vida naquela época foi quando a loja em que eu comprava as cartas estava distribuindo livretos de regras.

Sempre gostei de acompanhar a evolução do jogo, e pensei algumas vezes em comentar aqui alguma coisa, mas nem sempre achei que fosse o melhor local para isso. Hoje não ligo mais pra limitações no assunto geral do blog e me sinto à vontade para falar sobre algo tão específico. Espero não tocar em meandros profundos das regras e que todos possam entender. Comentem se algo ficar confuso.

O livreto de regras estava sendo distribuído exatamente porque no ano de 2000 foram introduzidas mudanças bruscas nas regras. Mudanças profundas na maneira de conduzir o jogo, deixando-o mais organizado sem atrapalhar o fluxo e a dinâmica das partidas. Foi a tal da pilha, que até hoje causa alguma controvérsia e confunde alguns jogadores.

Com o passar do tempo, algumas regras mudaram levemente, outras foram inseridas, mas sempre regras "acessórias", nada que mudasse as bases do jogo como a pilha mudou. Tornou-se uma política da Wizards introduzir novas habilidades com o lançamento de novas cartas, e essas novas habilidades entram pro livro de regras, fazendo-o crescer. Essas inserções fizeram alguns conhecidos meus abandonarem o jogo (era cada vez mais coisa para decorar) e também causam incômodo por serem regras "descartáveis": estas habilidades introduzidas com novas cartas só aparecem naquelas cartas, e não voltam nos lançamentos futuros - quando novas habilidades são introduzidas.

Outras mudanças foram positivas e trouxeram uma padronização nas cartas. Toda carta impressa hoje tem na linha que define seu tipo o padrão Supertipo Tipo - Subtipo sendo o supertipo e o subtipo opcionais. Então nos casos em que antes tínhamos Encantamento e Encantar Criatura hoje temos Encantamento e Encantamento - Aura, o que é mais lógico, já que as cartas com tipo "Encantar Criatura" sempre foram "Encantamentos". Atualmente os tipos de carta são Artefato, Criatura, Encantamento, Feitiço, Mágica Instantânea, Planeswalker, Terreno. Uma carta pode ter mais de um tipo, e o tipo Planeswalker não é traduzido em nenhuma língua.

Esta padronização permitiu que todos os tipos de cartas possam ter subtipos, permitindo novas possibilidades de contexto para o jogo, e a Wizards gosta de contexto. A única coisa que realmente atrapalha neste formato é a tradução pra português, pelo costume de posicionamento dos adjetivos e por os supertipos serem adjetivos: Basic Land - Mountain se torna Terreno Básico - Montanha, tirando a posição de destaque do supertipo Básico.

Mas hoje foram anunciadas mudanças mais profundas (em português, tradução semi-automatizada, termos técnicos usados). Mudanças que afetam regras usadas desde sempre. Coisas que os jogadores fazem em todo jogo. Segundo o artigo que anunciou as mudanças, as situações que envolvem as mudanças nas regras são raras de ocorrer, e de certa forma o são. Mas mexer com as bases do jogo causa algum desconforto nos jogadores. Como o artigo já está traduzido, não vejo necessidade de explicar as mudanças aqui. Quem se sentir à vontade para ler conseguirá ler do site oficial, e eu precisaria de outro post inteiro para explicar as mudanças para quem não conhece o jogo.

Termino apenas falando minha opinião sobre as mudanças: eu não deixarei de jogar por conta delas. Uma das mudanças (sobre a queimadura de mana) inviabiliza uma das minhas estratégias, mas sei que nos meus jogos informais posso continuar a usar a regra atual, se meus oponentes concordarem. Algumas mudanças foram muito positivas e outras também me desagradaram, mas serão algumas estratégias a menos agora para um novo leque de estratégias possíveis no futuro.

domingo, 3 de maio de 2009

Deine Schuld


"Deine Schuld" ("Sua Culpa") é uma música do Die Ärzte, uma ótima banda alemã. Aqui traduzi a letra desta música de alemão para esperanto. Gosto muito dessa música pela letra dela, que fala de mudanças e de as pessoas quererem evitá-las. A música nos instiga a causar mudanças. É o toque do meu celular atualmente.

Para ver a letra original e a tradução, selecione a língua correspondente na barra acima.

Para ver com mais emoção, no YouTube tem vários vídeos, inclusive com cenas de anime e com legenda em inglês. (blargh!)

Quem sabe depois eu traduza para português também.

[UPDATE] Traduçao para portugues seque abaixo.

Sua Culpa
Die Ärzte

Você já se irritou hoje, hoje foi um dia ruim?
Você já se perguntou, porque ninguém se empreendeu?
Você não deve aceitar o que não te convém
Se você não tem uma cabeça apenas para carregar um chapéu.

Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar
Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar, se ele assim continuar

Não acredite em quem diz que você nada pode mudar
Os que defendem isso tem apenas medo da mudança
São os mesmos que explicam que está bom, como está agora
E quando você tenta mudar algo, então você é automaticamente um terrorista

Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar
Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar
Porque todo aquele, que não quer mudar o mundo
Assinou sua sentença de morte

"Deixe-nos discutir, pois no nosso belo mundo
São todos pelo menos teoricamente, temerosos e tolerantes
Palavras não querem emocionar, palavras não machucam ninguém
Então nos deixe conversar, discussões são ok"

Não - vão às ruas, demonstrem isso novamente
Quem não tenta mais entender, pode apenas acreditar!
Aquele que te fode, você o deu poder
Portanto deixe-os ouvirem teu grito, pois cada grito conta

Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar
Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar

Não é sua culpa, que o mundo seja como ele é
Será sua culpa, se ele assim continuar

Via Ŝuldo
Die Ärzte

Ĉu kolerigis vi jam hodiaŭ, Ĉu estis hodiaŭ ĝi malbona?
Ĉu ree demandis vi, kial neniu estis entrepena?
Vi ne devas akcepti tion, kion vin entute ne konvenas
Kiam vi vian kapon ne nur al ĉapoporto havas

Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti
Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti

Kredu neniun, kiu vin diras, ke vi nenion povas ŝanĝi
Tiu, kiu tion defendas, havas nur timon de ŝanĝo
Ili estas la sama, kiuj klarigas, ĝi estas bona, kiel ĝi estas
Kaj kiam vi ion ŝanĝi volas, tiam estas vi aŭtomate teroristo

Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti
Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti
Pro ĉiu, kiu la mondon ne volas ŝanĝi
Subskribu ilian mortjuĝon

"Lasu ni diskutu, ĉar en nia bela tero
Estas almenaŭ teoria ĉiu timinda tolere
Vortoj ne volas emocii, vortoj ĉagrenas neniun
Pro tio lasu ni pri tio paroli, diskutoj estas bonaj"

Ne - reiru al strato, demonstraciu tion ree
Do kiu ne plu tentas kompreni, povas nur kredi!
Tiu, kiu vin anusiĝas, tiun vi potenciĝis
Pro tio lasu ili vian voĉon aŭdi, ĉar ĉiu voĉo nombras

Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti
Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti

Ne estas via ŝuldo, ke la mondo estas, kiel ĝi estas
Ĝi estos nur via ŝuldo, se ĝi tiel resti

Deine schuld
Die Ärzte

Hast du dich heute schon geärgert, war es heute wieder schlimm?
Hast du dich wieder gefragt, warum kein Mensch was unternimmt?
Du musst nicht akzeptieren, was dir überhaupt nicht passt
Wenn du deinen Kopf nicht nur zum Tragen einer Mütze hast (uohoho)

Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt
Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt, wenn sie so bleibt

Glaub keinem, der dir sagt, dass du nichts verändern kannst
Die, die das behaupten, haben nur vor Veränderung Angst
Es sind dieselben, die erklären, es sei gut so, wie es ist
Und wenn du etwas ändern willst, dann bist du automatisch Terrorist

Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt
Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt
Weil jeder, der die Welt nicht ändern will
Ihr Todesurteil unterschreibt

"Lass uns diskutieren, denn in unserem schönen Land
Sind zumindest theoretisch alle furchtbar tolerant
Worte wollen nichts bewegen, Worte tun niemandem weh
Darum lass uns drüber reden, Diskussionen sind ok"

Nein - geh mal wieder auf die Straße, geh mal wieder demonstrieren
Denn wer nicht mehr versucht zu kämpfen, kann nur verlieren!
Die dich verarschen, die hast du selbst gewählt
Darum lass sie deine Stimme hören, weil jede Stimme zählt (uohoho)

Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt
Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt

Es ist nicht deine Schuld, dass die Welt ist, wie sie ist
Es wär nur deine Schuld, wenn sie so bleibt

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Intuições da Realidade


Nossa visão de mundo está ligada às nossas experiências, com o que já vivenciamos. Tem a ver com o fato de cada um de nós ser um observador parcial deste mundo.

Observadores parciais em vários sentidos, por exemplo, a questão da localidade ou não-localidade do mundo. Estamos acostumados a um mundo local, onde as relações de causa e efeito estão interligadas por alguma forma de contato ou influência de campo.

A estranheza da coisa é que nos experimentos da mecânica quântica alguns efeitos acontecem sem influência de contato ou campo, o que os cientistas chamam de realidade não-local.

Este tipo de comportamento faz com que a mecânica quântica seja difícil de entender e de aceitar. Tudo simplesmente vai contra muito do que entendemos como realidade.

Ao tomar conhecimento de alguns relatos sobrenaturais, ficamos tentados a crer neles, mesmo quando eles nos são estranhos ou distantes do que chamamos de realidade. Penso que alguns desses relatos podem ser ligados a manifestações de eventos da mecânica quântica no "mundo macro" onde estamos, mas não sei muito bem como isto pode ser possível nem explicado.

Algumas coisas que me aconteceram ultimamente tem me feito pensar sobre minhas posições e meu entendimento do mundo. É a minha eterna condição de mudança; estou agora questionando algumas bases da minha personalidade e debatendo comigo mesmo o que quero mudar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estresse, xingamentos e desabafos


Hoje fiz algo que há muito tempo não fazia. Pensando bem, acho que nunca fiz isso: xingar em voz alta. Xingamentos me incomodam, é coisa de como fui criado. Mas hoje eu xinguei quando um carro passou jogando água em todos os que esperavam na parada de ônibus, eu incluso.

Em outras ocasiões semelhantes, eu xingava mais por esporte, dava tempo para traduzir e soltar um Scheisse ou feko em vez de falar em português. Hoje falei alto, em português e assustei uma mulher que estava ao meu lado, que também havia sido vítima.

Sim, estou estressado ao extremo, algo que raramente me ocorre. E este estresse vem de algo que pareço ter herdado de minha mãe: com uma certa freqüência muitas pessoas próximas a mim não fazem sua parte, e acabo trabalhando além do que deveria. É algo que vem desde a escola, e agora continua em alguns momentos no trabalho.

Nestes momentos, me vejo com poucas opções para relaxar; tento encontrar alguém que agüente minhas reclamações e que cuide de mim. Nessas horas penso que preciso de uma namorada com esta paciência e vocação pra mãe. E logo em seguida penso que isso não seria nada justo com ninguém. E a única candidata à vista também está com seus problemas, tanto que nem aparece online para eu alugá-la um pouco.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Chamada de Trabalhos para o FLISOL Fortaleza 2009


O FLISOL (Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre) é o maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. Ele acontece desde 2005 e seu principal objetivo é promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.

Com esta finalidade, diversas comunidades locais de software livre (em cada país, em cada cidade/localidade), organizam simultaneamente eventos em que se instala gratuitamente e totalmente legal, software livre nos computadores levados pelos participantes. Também, paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e oficinas, sobre temas locais, nacionais e latinoamericanos sobre Software Livre, com toda sua variedade de expressões: artística, acadêmica, empresarial e social.

Em Fortaleza, o evento também ocorrerá no dia 25 de Abril de 2009, nas dependências da unidade Casa Brasil Vila União. Maiores detalhes na página do evento.

As atividades em sua grande parte serão selecionadas através de uma seleção pública de trabalhos. A submissão pode ser feita até o dia 14 de Abril através do preenchimento e submissão do formulário disponível aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Podcasts em capítulos

Quando o MundoTecno anunciou que lançaria um podcast e pediu sugestões, eu pensei: tenho que pedir capítulos.

Uso um iPod Suffle primeira geração (estilo bastão) e é terrivelmente chato quando por acidente o botão de próxima ou anterior é pressionado por acidente. Claro, a opção de bloquear as teclas está aí para isso, mas em podcasts temos aqueles momentos em que as pessoas falam baixo ou rápido, ou gritam, então é essencial controlar o volume do player.

A idéia dos capítulos era que o podcast tivesse um funcionamento parecido com o DVD. No caso citado, de pressionamento acidental de teclas, o tempo gasto escutando novamente ou procurando o ponto onde você estava escutando seria menor e o processo seria mais ágil. Outra forma de uso dos capítulos é quando os podcasters perdem o ritmo por um momento, ou para pular uma "zona de spoilers".

O aspecto principal é: arquivos mp3 não são feitos em capítulos. Parece que os aac podem ser, mas isto significaria que apenas iPods podem tocar podcasts com capítulos, o que não é interessante para a maioria deles (público menor, ou editar duas vezes).

Resolvi fazer um experimento de pegar um podcast e dividi-lo em capítulos. Usei o Vozes da Terceira Terra, episódio 19 para isso. Usei o Vozes porque ele publica os shownotes dos episódios, o que facilitaria na hora de dividir o arquivo em pedaços. Apenas usei o audacity para selecionar os trechos mostrados nos shownotes e exportar as seleções, nomeando sequencialmente de 1 a 18. Adicionalmente, criei no vlc um arquivo m3u contendo uma playlist com todos os capítulos.

Como uso apenas Linux, coloquei os arquivos no iPod usando o gtkpod. Ele listou os arquivos começando do 10 até o 18, e então começando do 1 ao 9. Questão de ordem alfabética, não me importei muito mas fiquei atento. Como desconfiei, eles foram salvos o iPod nesta sequência, o que resolvi mudando a numeração de 01 a 18 (colocando o zero nos algarismos menores que 10). Nesta segunda tentativa, a ordem saiu correta.

Esperimentando o arquivo m3u, o gtkpod o lê e adiciona ao iPod apenas os mp3 listados, o que dá no mesmo que adicionar todos os arquivos.

Como o iPod Shuffle não tem tela, trabalhar com vários arquivos às vezes requer algo de intuição. Já tive um mp3 player xingling e sei que não dá pra criar playlists nele, ou escolher uma ordem para as músicas tocarem. Talvez colocá-los todos numa pasta resolva. Mas sei que o gtkpod coloca juntos os arquivos que são adicionados ao mesmo tempo, no final da lista, o que deixa a tarefa de busca facilitada. O que descobri hoje é que ele adiciona os arquivos na sequência que ele os vê.

Talvez outros organizadores de iPods trabalhem diferente com arquivos m3u, mas eu não testei ainda. Talvez outros mp3 players tratem arquivos m3u diferente também, mas eu não tenho como testar isso.

Como sugestão aos podcasters, digo que experimentem e vejam o feedback de seus ouvintes. Podcasters que fazem uma edição mais light (sem muitos cortes, como o IDG Now! e o próprio Vozes) talvez tenham mais dificuldade em gerar estes capítulos, mas creio que aqueles que trabalham numa edição mais minuciosa (como o Nerdcast). Uma opção é publicar o mp3 normal como já é hoje e adicionar um zip contendo os capítulos mais um arquivo m3u.

Como sugestão aos ouvintes, experimentem fatiar seu podcast favorito em capítulos e façam o teste com e sem o m3u. E se gostarem, peçam ao seu podcaster que considere a possibilidade de fazer a edição em capítulos além da edição normal.

Atualizado: Conforme o Marcelo disse nos comentários, eu esqueci a questão dos feeds. Não entendo a fundo como funcionam os feeds de podcasts, mas creio que não há problemas em manter dois feeds, há? Um contendo o episódio normal e outro contendo o episódio divivido em capítulos. Aí realmente não sei o quanto seria trabalhoso manter este segundo feed.

terça-feira, 3 de março de 2009

TweetDeck: Exportando os grupos


Comecei há algum tempo a usar o TweetDeck para acompanhar o movimento na minha conta no Twitter. O TwitterFox já estava enchendo o saco, pois ele tira o foco da janela do Firefox e dá problemas com a opção "Selecionar janelas quando o mouse passar por cima delas" do Gnome. Eu não vivo sem esta opção e habilitava no Windows quando o usava.

Instalei o TweetDeck em casa e no trabalho, e logo notei que os grupos eram guardados localmente, e não em um servidor - constatação que me deixou tranquilo, pois este servidor seria um outro que não o do Twitter.

Mas então veio a dúvida. Como facilmente distribuir cerca de 90 contatos em 4 ou 5 grupos e repetir a configuração em casa e no trabalho? A intensão era não ter mais a coluna "All Friends", que mostra todos a quem sigo.

Então tentei encontrar onde o Adobe Air e o TweetDeck guardam suas informações, e encontrei o diretório .appdata (desculpe, não sei que diretório é no Windows, mas deve ser algum lugar dentro de c:\Documents and Settings. Ou não).

Copiei no pendrive e fiz alguns testes na outra instalação. Na maioria das vezes só conseguia pifar o aplicativo até que encontrei os arquivos no diretório /home/xisberto/.appdata/TweetDeckFast.F9107117265DB7542C1A806C8DB837742CE14C21.1/Local Store. (veja que há um ID aleatório aí, que pode ser diferente na sua máquina.)

Há dois arquivos neste diretório:
  • preferences_xisberto.xml
  • td_26_xisberto.db

O primeiro é um xml, texto puro, e guarda algumas informações da janela de configurações - como as cores da interface, o tipo de fonte, etc.

O segundo é um banco de dados sqlite que armazena os grupos, colunas e outras informações locais. É este arquivo que vai fazer você ter a mesma configuração de grupos e colunas do TweetDeck em dois locais diferentes.

De mallonga tempo mi komencis uzi TweetDeck-on por akompani mian konton en Twitter-o. TwitterFox-o jam malŝatis, ĉar ĝi ŝtelas la fokuson de Firefox kaj havas problemojn kun opcio de aŭtomate selekti fenestrojn, kiam la muskursoro pasas super ĝin.

Mi instalis TweetDeck-on en hejmo kaj en laboro, kaj tuj rimarkis, ke la grupoj estas konservitaj apud la kliento, ne la servilon - tio lasis min trankvila, ĉar tiu servilo estus alia el Twitter-o servilo.

Sed venis dubon. Kiel facile distribui ĉirkaŭ 90 kontaktojn inter 4 aŭ 5 ĝrupoj kaj ripeti la agordojn hejme kaj labore? Mi intencis ne plu havi la kolumnon "All Friends", kio montras ĉiujn, kiujn mi sekvas.

Do mi provis trovi kien Adobe Air-o kaj TweetDeck-o konservas iliajn informojn, kaj mi trovis la dosierujon .appdata (pardonu, mi ne scias kio dosierujo estas en Vindozo, eble io en c:\Documents and Settings. Aŭ ne).

Mi kopiis en poŝmemorilon kaj faris kelkajn testojn en la alia instalado. En multaj fojoj mi nur sukcesis pereigi la aplikaĵon, ĝis mi trovi la dosierujon /home/xisberto/.appdata/TweetDeckFast.F9107117265DB7542C1A806C8DB837742CE14C21.1/Local Store, kiu havas la sekvan dosierojn:
  • preferences_xisberto.xml
  • td_26_xisberto.db

La unua estas xml kaj konservas informojn pri agordo fenestro. La dua estas datumaro kio gardas la grupojn kaj aliajn klientajn informojn. Tio dosiero permesas, ke vi havas la samajn grupojn kaj kolumnojn en malsamaj instaladoj.

domingo, 1 de março de 2009

Vídeos do Seminário Internacional sobre Direito Autoral


Em novembro de 2008, foi realizado em Fortaleza uma edição do Seminário Internacional sobre Direito Autoral, e também do Fórum Nacional de Direito Autoral. Eu não participei muito, pois muitos dos bons debates ocorreram no horário comercial. Só pude ir a uma mesa.

Como me registrei como participante, recebi um e-mail informando sobre a disponibilidade dos vídeos das mesas, que se encontram na página do Ministério da Cultura.

Espero que as discussões sejam boas fontes de mudanças nas leis e no mercado.