quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Coisas sobre chuva


Hoje choveu de manhã aqui na Messejana. É bom que chova, eu adoro chuva. Mas prefiro quando chove à noite, na hora de dormir. É quando eu tenho idéias, algo a ver com água corrente. É assim: as minhas melhores idéias tenho ao tomar banho, ao entrar em contato com a água corrente. Não é a mesma coisa do mar, onde a água vai e volta. Indecisa.



As idéias fluem por mim junto com a água, têm seu ciclo completo pela minha mente: chegam, crescem, tomam forma. Depois me resta desenvolvê-las de verdade, dar corpo e vida própria. É para mim a parte difícil, não consigo enraizar essas idéias para que se sustentem.



E assim fico com váiros projetos, várias idéias pela metade, que apenas existem mas não continuam. É difícil tratar isso e eu estou sempre com aquela impressão que falta alguma coisa. A chuva me faz lembrar de uma ou outra coisinha legal que eu poderia estar fazendo agora, mas minhas obrigações não me deixam.



Fazer o quê? Eu gostaria de ser inconstante e importante como a chuva, ou até mesmo invejável e firme como um rio, mas sou desajeitado e indeciso como o mar.


5 comentários:

CheiaDeVida disse...

É, amigo... eu tb sofro desse mal. Coisas inacabadas, idéias incríveis que de forma assustadora não vão pra frente. Pior que isso: muitas, muitas idéias, mente inquieta e as ondas vão e vêm...
Se não te dou solução, ao menos saiba: vc não está sozinho. Será que existe vida após a idéia?
Ah, 2 dicas: Criativamente - Marcelo Galvão e http://cheiadevida.blogspot.com

Mário disse...

A chuva cessa, o rio desvia. Os mares são imperiais.

Bicho, o texto que cita física e química, comparando com relacionamentos em geral é fantástico, mutio bom mesmo! Abração!

Pedro Gurgel disse...

Concordo com o mário. E digo mais, pois o mar é imperial por ser humilde: sempre abaixo dos rios. E por tal motivo, os rios correm para ele. Queres sair desta indecisão? Então por que não evaporas e torna-te chuva? Migra tuas idéias de uma mente disforme para um papel maluco, daí tu entenderás o porquê dos gênios, em sua maioria, serem malucos. Do papel para a vivência é um estalar de dedos. E, por fim, questiono-te, quem te obriga a que? Pense, reflita e busque estratégias solucionativas. Ame...


Abraços.

Kio disse...

Olá Xisberto.

É incrível como, seja de uma forma ou de outra, coisas nos fazem lembrar de idéias ou conceitos inacabados que temos. Sofro do mesmo "mal" e fico imaginando qual será a melhor solução para nós, que temos esses montes de idéias e parece não haver tempo suficiente pra se dedicar à todas.

Bem que a chuva poderia ensinar como cuidar de tantos pingos... :)

ISabel disse...

chuva a noite.. uma caneta, papel.. vinhozim, amigos.. ai, cara! tudo de bom!