sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Teclado Brasileiro Nativo (parte um)


Este é o post mais tecnológico do blog. Claro, porque este não é um blog de tecnologia, embora eu trabalhe com tecnologia e a ame.

O post é mais para falar da minha última viagem: usar o teclado brasileiro. Quem acompanha o meu twitter já me leu falando dele. Quem me vê todo dia também já deve ter passado por uma sessão de tortura daquelas onde eu tento convencê-los a se interessar por alguma coisa que me interessa.

Muito bem, mas do que se trata? Você sabe que esse teclado QWERTY foi desenhado para as pessoas escreverem devagar? Na Wikipédia, há uma história do surgimento deste layout de teclado. Uma versão sobre como a posição das teclas foi determinada diz que o layout foi desenhado visando separar seqüências comuns de letras na língua inglesa. Não importando como foi desenhado este layout, o objetivo era diminuir a velocidade de digitação, uma vez que as máquinas de escrever costumavam ficar com os tipos enganchados uns aos outros quando o usuário digitava rápido demais.

Com a venda de máquinas de escrever para o mundo inteiro, houve o movimento de nacionalização dos layouts de teclados e outros layouts surgiram, mais ainda visando a lentidão da escrita. Com os computadores, a confusão com os tipos das máquinas de escrever deixou de ser importante, mas o layout QWERTY havia se tornado um padrão de mercado (adotado pela maioria, mas sem uma legislação ou norma que o impusesse) e continuou a ser adotado.

Naturalmente surgiram estudos buscando mudá-lo, mas que motivo seria suficiente para mudar a maneira de se escrever? Em 1936, o Dr. August Dvorak patenteou o seu modelo de teclado. O objetivo principal do layout Dvorak é a ergonometria, a busca de um digitar mais confortável e menos desgastante, evitando problemas com LER e DORT.

Mas novamente surge a internacionalização. Ambos os teclados surgem efeito sobre a língua inglesa, sobre a qual foram construídos. O QWERTY separa letras comuns da língua inglesa, e as freqüências de uso das teclas analisadas para a composição do Dvorak são relativas a esta língua.

Cara, que post grande! Vamos fazer assim: outro dia eu termino, contando como eu comecei a usar o teclado nativo.

3 comentários:

Pedro Gurgel Moraes disse...

Cadê o teclado nativo!!!

ele existe?!?!?!

Xisberto disse...

Calma Pedro. Não é um teclado que se compra. É um layout de teclado. Dá uma olhada no site dele e vc vai entender a idéia.

Anônimo disse...

POr favor, a quem devo me dirigir para sugerir aperfeiçoamentos no teclado com vistas no projeto "teclado nativo?"
Há que substituir no sistema QWERT mais de 3 sinais absolutamente inusuais por sinais usadíssimos aqui no Quintal.
Roberto A. Barbosa.

Responder, p.f., para
{r.antonio.barbosa@uol.com.br}