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Libertando Livros Velhos

Hoje vou libertar um livro velho. Velho no sentido de comprado e lido há muito tempo. Aliás, li duas vezes. O livro é O Demônio e a Srta. Prym , de Paulo Coelho. Comprei-o na Bienal do Livro de Fortaleza em 2000 e hoje, oito anos depois, o libertarei. Não lembro por quanto o comprei, mas foi uma boa aquisição, e hoje ele poderá ser de outra pessoa. Não vou entrar no mérito da qualidade do que Paulo Coelho escreve. Este livro não tenta passar a imagem de que magia existe ou de que existem coisas além do que os olhos vêem. Ele conta uma história que nos faz pensar sobre o valor das coisas pequenas e das coisas grandes. Nos faz pensar se algo que é ruim para um e bom para muitos vale a pena. Nos faz pensar sobre que tipo de sacrifícios estamos dispostos a fazer por um bem maior - um bem maior para nossos egos, para uma comunidade ou para a humanidade inteira. Eu também ia libertar Hiroshima de John Hersey, mas ainda não estou pronto par deixá-lo. Ele me lembra de histórias antigas ...

Nunca parar

Tentando continuar esta série , que escrevi no início do blog. O andarilho montou acampamento em um ponto alto, próximo a uma cidade, sob a sombra de uma árvore. Releu seus pergaminhos, praticou os rituais mais simples. Tinha consciência de que deveria recuperar sua prática perdida. Esta recuperação não foi fácil. Anos de desleixo não se recuperam em alguns meses. Mas a proximidade da cidade era um fator novo, que permitia variações nas fórmulas dos ritos e levavam o andarilho a explorar faces de sua cultura até então desconhecidas para ele. Também tornou-se inevitável a interação com as pessoas da cidade, e esta interação foi o que mostrou ao andarilho novas possibilidades. Ele buscou conhecer pessoas, criou alguns laços de amizade e seus ritos o ajudaram bastante nesta parte. Era o que o andarilho precisava, era o que ele queria encontrar na caravana e ela não o deu: uma mudança grande. E a mudança só foi possível após todo o trauma causado pela temporada junto à caravana. Na cidade,...

Mais Mudanças

Mais uma mudança no blog, para um layout mais avançado e uma mudança na linha editorial. O layout é baseado no layout do Usuário Compulsivo e aos poucos vou fazer algumas alterações. Em relação à linha editorial, estou sempre mudando de opinião e de vontades, então ela muda sempre. Capaz de eu criar categorias ou até blogs secundários para textos em esperanto e em alemão. Mas isto é apenas uma possibilidade. Dentre as possibilidades analisadas para a mudança, até visualizei migrar para o wordpress, mas não gostei da idéia da pouca liberdade que há lá. Resolvi ficar no Blogspot mesmo que eu já conheço. Até mais com mais mudanças, meus dois leitores! Jen alia ŝanĝo en la blogo, al pli moderna aranĝo kaj ŝanĝoj en la scribmaniero. La aranĝo estas bazita de Usuário Compulsivo kaj malmulte mi ŝanĝos ĝin. Rilate al scribmaniero, mi ĉiam ŝanĝas miajn opiniojn kaj volojn, do ĝi ĉiam ŝanĝas. Probable mi kreos kategoriojn aŭ mem aliajn blogojn nur esperante kaj germane. Sed tio estas nur ebloj...

Xingling-player, desfecho da história

Continuando com a história do xingling-player, a batalha chegou ao fim. Acho que ganhei. Bem, tentei seguir o plano que descrevi no post anterior. Tentei ligar para o número 0800 da distribuidora, e só consegui uma mensagem de que o número não era mais válido ou algo assim. Mandei um e-mail pelo formulário de contato disponível no site, informando o que havia acontecido e perguntando se uma formatação era segura. Esperei 2 dias pela resposta, e nada. Então apelei para a loja. Pelo site, tentei iniciar o processo de devolução, mas não consegui. Por telefone resolvi tudo. Ganhei um vale-compras. Eu queria mesmo a devolução do dinheiro, mas seria complicado e eu não queria esquentar a cabeça. Para ter o vale-compras eu deveria enviar o produto pelos Correios, e para isto a loja forneceu uma postagem paga. Tive de ir à agência central para realizar a entrega. Tudo correu bem, mas eu sabia que ainda poderia complicar. Com a greve dos Correios, a entrega demorou a chegar e acabei recebendo u...

Xingling-player

É, eu parei por um longo tempo, mais para ver se os meus 2 últimos leitores esqueciam o conto que ficou pela metade. Mas este acontecimento foi demais, e como eu estou contando-o para muita gente, melhor estcrever logo. Acontece que minha mãe resolveu entrar para a era digital e quis um mp3-player. Não precisava ser um "mp4-player" nem um "mp7-player", só precisava tocar as músicas que ela gosta. O modelo mais barato. Resolvi que um de 1GB fosse suficiente. Claro que resolvi dar mais uma chance ao comércio local, mas eles não têm jeito. Tudo aqui é muito caro. Apelei para uma loja on-line. Aí exagerei no sentido de "o mais barato". Foi um modelo de 99 reais de uma marca desconhecida, que passou para 108 com o frete. Na hora que vi o frete, pensei em desistir. Na verdade, nem notei a marca, eu meio que ceguei na hora. Eu já cometi antes a besteira de comprar um mp3-player barato e me dar mal, ainda estou para entender como caí nessa outra vez. Um devaneio s...

Dois Caminhos, parte 2

Escolheram Earendi, uma altera que morava na mesma vila, para cruzar o caminho de Menki. Eles não se conheciam, mas tinham interesses em comum. Como de costume da Conspiração, seus vários membros ativos trabalharam secretamente para alterar as rotinas de Menki e de Earendi, para que eles se encontrassem. Menki e Earendi se encontraram e se tornaram amigos. Menki mal tinha consciência de sua natureza Altera, mas Earendi notou logo em seus traços que eles deveriam ser iguais. Menki viu nascer uma revolução em sua mente naquele dia. Era difícil decidir entre o certo e o duvidoso. A moça simples era visivelmente diferente dele, e aquela aproximação não duraria muito tempo antes que eles começassem a se magoar. Mas Earendi não parecia tão disposta a uma amizade mais próxima, embora Menki soubesse que neste caso eles poderiam compartilhar de mais alegrias do que já compartilhavam atualmente. Decidir entre a curta alegria com final trágico e uma provável felicidade duradoura, com riscos de pe...

Dois Caminhos

Voltando a escrever narrativas. De agora em diante, tentarei usar a narração mais freqüentemente, em vez de discutir o assunto em questão diretamente, como estava fazendo nas últimas postagens. Nos tempos do exílio dos Alterom viveu Menki, um Altero dedicado apenas à sua vida. Menki não pensava na luta pelo fim do exílio, nem mesmo tinha completa consciência de suas origens. Ele tentava construir uma vida de acordo com os costumes do país onde havia crescido. Ele havia esquecido so costumes de seu povo, não se reunia com seus iguais e não realizava os rituais que sua cultura havia criado. Menki também não conseguia se integrar à vida da sociedade na qual vivia. No fundo, ele ainda achava aqueles costumes estranhos e a adaptação não era fácil. Mas esta não era a vida que os Antigos Alterom haviam reservado a Menki. Ele deveria penetrar e se integrar àquela sociedade, mas para tornar alguns de seus componentes simpáticos à causa Altera. Menki sentia-se incompleto, mas não sabia o que pod...