terça-feira, 1 de abril de 2008

Dois Caminhos


Voltando a escrever narrativas. De agora em diante, tentarei usar a narração mais freqüentemente, em vez de discutir o assunto em questão diretamente, como estava fazendo nas últimas postagens.

Nos tempos do exílio dos Alterom viveu Menki, um Altero dedicado apenas à sua vida.

Menki não pensava na luta pelo fim do exílio, nem mesmo tinha completa consciência de suas origens. Ele tentava construir uma vida de acordo com os costumes do país onde havia crescido.

Ele havia esquecido so costumes de seu povo, não se reunia com seus iguais e não realizava os rituais que sua cultura havia criado. Menki também não conseguia se integrar à vida da sociedade na qual vivia. No fundo, ele ainda achava aqueles costumes estranhos e a adaptação não era fácil.

Mas esta não era a vida que os Antigos Alterom haviam reservado a Menki. Ele deveria penetrar e se integrar àquela sociedade, mas para tornar alguns de seus componentes simpáticos à causa Altera.

Menki sentia-se incompleto, mas não sabia o que poderia fazer para se sentir completo. Com o objetivo de encontrar algo que o preenchesse, deixou que uma nativa daquele país se aproximasse.

A Conspiração viu que era necessário interferir.

2 comentários:

Pedro Gurgel Moraes disse...

Adoro as peripécias do acaso! Sempre se metendo nas planos da Conspiração, enquanto esta segunda está sempre sem entander as outras coisas das outras pessoas...

Adoro muito tudo isso!

Edson Freitas disse...

Muito boa a narrativa, sempre que me deparo com um texto atraente me fixo num termo ali exposto, gostei de "preenchesse", é diferente, dá valor ao seu conteúdo gramatical, muito bom.

E legal também esse corte no "agora resolvi fazer assim..." com relação a mudança no estilo, embora perceba que os dois têm consistência, ainda prefiro a conversação, digo, por afinidade.

Acho que temos um literato na área.

Edson