domingo, 6 de abril de 2008

Dois Caminhos, parte 2


Escolheram Earendi, uma altera que morava na mesma vila, para cruzar o caminho de Menki. Eles não se conheciam, mas tinham interesses em comum.

Como de costume da Conspiração, seus vários membros ativos trabalharam secretamente para alterar as rotinas de Menki e de Earendi, para que eles se encontrassem.

Menki e Earendi se encontraram e se tornaram amigos. Menki mal tinha consciência de sua natureza Altera, mas Earendi notou logo em seus traços que eles deveriam ser iguais.

Menki viu nascer uma revolução em sua mente naquele dia. Era difícil decidir entre o certo e o duvidoso. A moça simples era visivelmente diferente dele, e aquela aproximação não duraria muito tempo antes que eles começassem a se magoar.

Mas Earendi não parecia tão disposta a uma amizade mais próxima, embora Menki soubesse que neste caso eles poderiam compartilhar de mais alegrias do que já compartilhavam atualmente.

Decidir entre a curta alegria com final trágico e uma provável felicidade duradoura, com riscos de perder o que já tinha era cada vez mais difícil. E cada dia que passava tornava as coisas mais fixas em sua atual situação.

A Conspiração soube que não poderia fazer mais nada, apenas esperar pelo fluxo natural dos acontecimentos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dois Caminhos


Voltando a escrever narrativas. De agora em diante, tentarei usar a narração mais freqüentemente, em vez de discutir o assunto em questão diretamente, como estava fazendo nas últimas postagens.

Nos tempos do exílio dos Alterom viveu Menki, um Altero dedicado apenas à sua vida.

Menki não pensava na luta pelo fim do exílio, nem mesmo tinha completa consciência de suas origens. Ele tentava construir uma vida de acordo com os costumes do país onde havia crescido.

Ele havia esquecido so costumes de seu povo, não se reunia com seus iguais e não realizava os rituais que sua cultura havia criado. Menki também não conseguia se integrar à vida da sociedade na qual vivia. No fundo, ele ainda achava aqueles costumes estranhos e a adaptação não era fácil.

Mas esta não era a vida que os Antigos Alterom haviam reservado a Menki. Ele deveria penetrar e se integrar àquela sociedade, mas para tornar alguns de seus componentes simpáticos à causa Altera.

Menki sentia-se incompleto, mas não sabia o que poderia fazer para se sentir completo. Com o objetivo de encontrar algo que o preenchesse, deixou que uma nativa daquele país se aproximasse.

A Conspiração viu que era necessário interferir.