domingo, 20 de janeiro de 2008

Teclado Brasileiro Nativo (parte dois)



Segunda parte da minha jornada com o Br-Nativo. Eu estava falando dos layouts de teclado e de como eles se adaptam a regiões ou ergonomia.

Foi quando descobri o Teclado Brasileiro. Nem lembro como cheguei ao site dele, alguma busca no Google me levou até lá. Provavelmente estava relacionado ao Das Keyborard, um sonho de consumo meu. Da primeira vez, li alguma coisa no site e apenas guardei nos favoritos. Reparei que tinha com instalar no Linux e no Windows e achei bem interessante. Chegando em casa, procurei outros layouts no Windows (ainda não era tão usuário de Linux) e experimentei o Dvorak por 10 minutos.

Ano passado voltei a procurá-lo. Li, instalei, mas ainda não me sentia preparado para usá-lo. Chegou a monografia e eu pensei "É um grande volume de texto para digitar, será um ótimo treinamento". Mas logo em seguida repensei "Já escrevo devagar com o QWERTY, imagina com o Br-Nativo". Mas no mesmo dia li sobre o Klavaro e o instalei. Comecei o treinamento mas interrompi, já que havia a monografia para fazer.

Hoje estou experimentando usar o Teclado nas variantes Nativo e Esperanto. Principalmente a variante Esperanto, para os textos traduzidos do blog, pois é muito difícil usar as letras acentuadas do esperanto (ĉ, ĝ, ĥ, ĵ, ŝ, ŭ) em um teclado comum, e a variante Esperanto do Br-Nativo as deixa a apenas uma tecla de distância.

Agora vamos falar de como você pode experimentar o Br-Nativo. Vou dar dicas de como facilitar a alternância entre vários layouts no KDE e no GNOME, ambientes de desktop do Linux. A instalação está lá no site do projeto, eu não preciso repetir aqui. No site do projeto, a instalação do driver para Windows está bem completa e inclui a configuração do ambiente de trabalho, por isso não vou escrever mais nada aqui. Para ver como é, olhe nesta página.

No KDE é necessário apenas usar as opções de layout de teclado, disponíveis no kcontrol, "Regional & Acessibilidade", "Layout do Teclado".

É necessário marcar a opção "Habilitar Layouts de Teclado" e adicionar mais de uma vez o layout "Brazil - br". A variante "anbt2" é a QWERTY que usamos, as outras variantes na figura correspondem às variantes Nativo e Esperanto. Abaixo da caixa de seleção que permite escolher a variante, pode-se editar a legenda que aparecerá na área de notificação indicando o layout escolhido. Na aba "Opções XKB" há várias opções para definirmos teclas de atalho para realizar a mudança do layout selecionado.

O layout também pode ser alterado com um clique no indicador localizado na área de notificação.

 

No GNOME é necessário alguns passos a mais. Primeiro, adicionamos o applet "Indicador de Teclado" a um painel. Clicando nele com o botão direito, temos acesso às opções de teclado.

Na aba disposições, clicando no botão "Adicionar", podemos adicionar novas disposições pelo país e variante. Neste momento escolhemos o país Brasil adicionamos as variantes Nativo.

Na aba opções de disposição, sob o grupo "Group Shif/Lock Behavior" temos várias opções de atalhos para fazer alternar entre os layouts selecionados.

Vejam no detalhe a opção de usar o ScrollLock como alternador. Também podemos alternar o layout com um clique simples no applet indicador de teclado que adicionamos ao painel.



sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Teclado Brasileiro Nativo (parte um)


Este é o post mais tecnológico do blog. Claro, porque este não é um blog de tecnologia, embora eu trabalhe com tecnologia e a ame.

O post é mais para falar da minha última viagem: usar o teclado brasileiro. Quem acompanha o meu twitter já me leu falando dele. Quem me vê todo dia também já deve ter passado por uma sessão de tortura daquelas onde eu tento convencê-los a se interessar por alguma coisa que me interessa.

Muito bem, mas do que se trata? Você sabe que esse teclado QWERTY foi desenhado para as pessoas escreverem devagar? Na Wikipédia, há uma história do surgimento deste layout de teclado. Uma versão sobre como a posição das teclas foi determinada diz que o layout foi desenhado visando separar seqüências comuns de letras na língua inglesa. Não importando como foi desenhado este layout, o objetivo era diminuir a velocidade de digitação, uma vez que as máquinas de escrever costumavam ficar com os tipos enganchados uns aos outros quando o usuário digitava rápido demais.

Com a venda de máquinas de escrever para o mundo inteiro, houve o movimento de nacionalização dos layouts de teclados e outros layouts surgiram, mais ainda visando a lentidão da escrita. Com os computadores, a confusão com os tipos das máquinas de escrever deixou de ser importante, mas o layout QWERTY havia se tornado um padrão de mercado (adotado pela maioria, mas sem uma legislação ou norma que o impusesse) e continuou a ser adotado.

Naturalmente surgiram estudos buscando mudá-lo, mas que motivo seria suficiente para mudar a maneira de se escrever? Em 1936, o Dr. August Dvorak patenteou o seu modelo de teclado. O objetivo principal do layout Dvorak é a ergonometria, a busca de um digitar mais confortável e menos desgastante, evitando problemas com LER e DORT.

Mas novamente surge a internacionalização. Ambos os teclados surgem efeito sobre a língua inglesa, sobre a qual foram construídos. O QWERTY separa letras comuns da língua inglesa, e as freqüências de uso das teclas analisadas para a composição do Dvorak são relativas a esta língua.

Cara, que post grande! Vamos fazer assim: outro dia eu termino, contando como eu comecei a usar o teclado nativo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Insônia


Meia-noite e um turbilhão de pensamentos. Tudo o que passa por meus sentidos é estímulo, e meu cérebro não quer perder nada do que acontece.


É o que acontece quando invento de ficar no computador até tarde. Ou quando leio um bom livro antes de dormir. Ou mesmo quando tomo banho logo antes de deitar. Por mais clichê que possa ser, a água me traz uma enxurrada de idéias.


Agora surgem planos mirabolantes, de chamar aquela pessoa pra sair, de ir ao banco, de comprar mais memória pro notebook, voltar a escrever meu livro, postar no blog...


Vou beber água. De olhos fechados, vejo a casa inteira. A alta atividade do meu cérebro desenha todos os pontos em que devo ter cuidado com as paredes e móveis. Na esperança de que enxergar o caminho me faça pensar menos, abro a porta da geladeira para iluminar o caminho até o gelágua.


Se torna mais uma brincadeira. Vou percorrendo o caminho e a porta fechando, aumentando a dificuldade e fazendo com que eu volte a desenhar a casa na minha mente. Pego o copo sem enxergá-lo, encho e bebo a água, devolvo pro lugar. Sem esbarrões. Eu que vivo dizendo que tenho memória ruim.


Voltando pro quarto, a luz verde do celular recarregando serve de farol. Deito na rede. "Amanhã escrevo sobre isso." Parece que alguma coisa se aquietou em minha cabeça, já posso dormir em paz.


Mas depois do almoço vai ser difícil voltar ao trabalho.



Noktomezo, penslavango. Ĉiuj, kiu passas per miaj sencoj stimulas min, kaj mia cerbo volas perdi nenion, kion okazas ĉirkaŭ.


Tio estas, kiu okazas kiam mi starigas ĝis malfrue en la komputilo. Aŭ kiam mi legas bonan libron. Aŭ eĉ kiam mi banas ĵus antaŭ dormi. Per kliŝa tio estas, akvo alportas al mi idea inundo.


Ankoraŭ ekaperas frenezaj planojn: voki tiun pri promeni, iri al la banko, aĉeti ĉefmemoron por la tekkomputilo, turni al skribi miajn librojn, poŝti en la blogon...


Trinkos akvon. Fermitaj okuloj, mi vidas la tuta domo. La alta agado de mia cerbo projektas ĉiujn la punktojn, en tiuj mi devas zorgi la vandojn kaj meblojn. Esperanta ke, vidanta la vojon mi pensus malpli, mi malfermas la pordon de la glaciujo, por ilumini la vojo ĝis la trinkujo.


Ĝi fariĝas alia ludo. Mi trakuras la vojon, la pordo fermas, pligrandigas la malfacilaĵon kaj mi reen projektas la domon en mia menso. Mi prenas la glason sen vidi ĝin, plenas ĝin kaj trinkas la akvon, redonas ĝin al ĝia loko. Sen ekpuŝiĝoj. Kaj mi diras ĉiam, mi havas malbonan memoron.


Reirante al ĉambro, la verda lumo de la poŝtelefono funkcias kiel reflektoro. Mi kuŝiĝas en la teksaĵo. "Morgaŭ mi skribos pri tio." Ĝi ŝajnas kiel io kvietigis en mia ĉefo, mi jam povas pace dormi.


sábado, 5 de janeiro de 2008

Aparências


Qual a força das aparências no nosso mundo? O que vale mais: quem você realmente é ou a imagem que você construiu e mostra à sociedade? Qual dessas suas duas realidades vale mais para você? Qual dessas suas duas faces vale mais para os outros?

Sim, embora todos digam que valorizam mais o que está dentro e menos a embalagem, isto é realmente verdade? Ah, esta pergunta todos fazem, responderei então o que penso disto.

O que somos, o que pensamos e sentimos, nada disto é igual ao que mostramos aos outros. Isto não é errado, isto é humano. É uma questão que envolve vários aspectos. Escondemos alguns traços da nossa personalidade por medo de perder algo, ou por querer alcançar alguma coisa, ou por querermos nos aproximar de alguém. Até mesmo por vontade de mudar, de deixar um comportamento incômodo e mudar para algo mais avançado.

Mas existe sim o lado ruim da aparência. E ele atinge exatamente as pessoas mais visadas. Aqueles "populares" da escola ou trabalho, os famosos que aparecem todo dia na TV, ou aqueles com uma história de vida sofrida que aparecem uma vez nos jornais.

Essas pessoas precisam esconder seus lados fracos. Caso contrário perdem sua credibilidade. E todos saberão que aquela pessoa é preconceituosa, que costuma ignorar e tenta humilhar pessoas que supostamente não cresceram à sua altura, ou que pesquisam o nome dessas pessoas na Internet para usar algum ponto de sua vida para atacá-las.

O mais importante para nós, pobres mortais, é saber que as pessoas não são apenas aquilo que vemos delas. Aquele interessado em máquinas e sistemas também tem coração, vontade de crescer e sensibilidade para reconhecer mensagens construtivas e diferenciá-las das inoportunas. Enquanto que aquela pessoa sofrida, que, por exemplo, não tem como fugir de uma maldição e que compartilham seus sofrimentos com os outros para ajudá-los também tem um lado sombrio e elitista, que julga pela aparência e divide as pessoas entre "seletas" e o resto.


Kial forta estas la mienaj en nia mondo? Kio estas pli valora: kiu vi reale estas, aŭ la imago, kion vi konstruis kaj montras al la socio? Kiu el viaj duaj realecoj valoras pli al vi? Kiu el viaj duaj vizaĵoj valoras pli al alioj?

Jes, malgraŭ ke ĉiuj diras, ke valoras pli tion, kio estas interna, kaj malpli tion, kion estas ekstera, estas tio vera? Ah, tion demandon ĉiu farasf Mi diras, do, kion mi pensas pri tio.

Tio, kiu ni estas, kion ni pensas kaj sentas, nenio estas sama al tio, kion ni montras al alioj. Tio ne estas erara, tio estas humana. Tio demando implikas multaj aspektojn. Ni kaŝas ion spuron el nia personeco per timi de perdi ion, aŭ per voli atingi alion, aŭ per voli proksimiĝi iun. Eĉ per voli ŝanĝi, per voli lasi ĝenan konduton kaj ŝanĝi al ion pli kroma.

Sed ekzistas la malbona flanko de aspekto. Ĝi atingas ĝuste la plej vizitajn ulojn. Tiuj "populara" en la lernejo aŭ laboro, la fama el televido, aŭ tiuj, kiuj havas multaj da sufero en sia vivo, kiuj aperas unue en la ĵurnaloj.

Tiuj personoj bezonas kaŝi viajn malfortajn flankojn. Kontraŭe ili ne plu estus kredindaj. Kaj ĉiuj scios, ke tiu estas antaŭjuĝulo, ke li ignoras kaj tentas humiligi personojn, kiuj supozeble ne kreskis al lia alteco, aŭ ke esploras la nomojn de tiuj en la interreto por uzi iun punkton el ilia vivo pri ataki ilin.

La plej importa por vi, simpaj mortemaj, estas scii, ke la personoj ne estas nur tio, kion ni vidas el ili. Tio ulo interesa en maŝinoj kaj sistemoj, ankaŭ havas koron, ankaŭ volas kreski, kaj havas sentemon pri rekoni konstruajn mesaĝojn kaj diferencigi ilin el la malkonvenajn. Krome tiu sufera ulo, kiu, ekzemple, ne povas foriri el malbeno kaj partoprenas via suferecon kun aliaj por helpi vin, ankaŭ havas malluma, elitista flanko, kiu juĝas per la imago kaj dividas la personojn inter "preferitaj" kaj la alia.