domingo, 26 de novembro de 2006

Pensamento Livre

Outro dia parei para pensar: por que o software livre? Já me perguntaram antes, então eu percebi que simplesmente é como eu sou, sempre achei que o mundo poderia funcionar mais ou menos como a filosofia do software livre funciona.

Tem um pouquinho a ver com o socialismo, com o qual todos nós temos alguma simpatia. É claro que o chamado capitalismo selvagem não dá futuro, não se sustentará para sempre, principalmente porque ele precisa dessas crises monetárias que vemos de vez em quando para se manter. Nunca fui comunista/socialista de usar sempre cuecas vermelhas, mas sou bastante simpático às idéias principais dessa maneira de viver o mundo.

Outra coisa que tem muito a ver com a liberdade da informação é o esperanto. O esperanto significa a comunicação livre de barreiras culturais, livre de imposições. Livre até no uso da língua: cada falante adota uma maneira de falar parecida com seu idioma materno e ainda assim todos se entendem. E essa mistura o torna ainda mais belo.

Mas um grande símbolo de conhecimento livre é este a quem presto homenagem. Não simplesmente como o brasileiro que mais realizou pelo país no exterior, nem como o primeiro ser humano a realizar um vôo com um aparelho "mais pesado que o ar" em público. Mas como aquele que nunca patenteou qualquer invenção sua, pois as considerava "um presente para a humanidade".

Ao contrário: dava cópias dos modelos a quem quisesse copiar e fabricar por conta própria, o Demoiselle foi produzido em massa por duas fábricas européias e os dados sobre sua construção foram publicados em uma revista americana. Ele nasceu rico e nunca precisou ganhar dinheiro para sobreviver: dinheiro ele tinha de sobra. Mas dizia preferir terminar seus dias num asilo de pobres a cobrar dinheiro por suas invenções.

domingo, 19 de novembro de 2006

Zeca Baleiro




Show do Zeca ontem (sábado). Estava me programando para ir desde duas semanas atrás, mas não me programei de verdade. Nem tinha com quem ir até o sábado mesmo. Fui quarta-feira comprar o meu ingresso e cheguei tarde, quase 18h. Já haviam acabado os ingressos para sábado. Eu não poderia ir no domingo tendo que acordar cedo na segunda.



Resolvi que ia de qualquer jeito; que importa se não vou ver o cara? quero escutar a música! Encontrei a Rosaline, amiga de infância quando cheguei lá. Chegamos cedo, eu para procurar por algum cambista. Nada. Os caras estavam escondidos mesmo. Encontrei o Caio, colega da Telemática, também estava sem ingresso e procurava quem vendesse. Continuamos nossa busca eu e a Rosaline até que da rampa ao redor do planetário vejo o Caio muito bem sentado na arquibancada. Ligo pro fulerage e ele diz que sentou na escada com cara de derrotado e apareceu uma cambista e vendeu-lhe os ingressos.



Tendo perdido todas as esperanças, sentamos nas escadarias por trás do anfiteatro. Mais uma pessoa a quem perguntamos por ingressos disse que ele ia cantar só umas 3 músicas, já que estava muito atrasado. Ficamos vendo o movimento, comentando quem passava, tirando foto, tentando entender o problema do celular dela, ouvindo a música. Lá pelas tantas horas abriram o portão. Era a chamada "a hora dos pobres", então entramos. Zeca ainda cantou três ou quatro músicas; então ficamos no lucro, segundo a previsão do carinha.



A volta também foi muito interessante. Pegamos um taxi à moda árabe: Quanto dá mais ou menos custa a viagem até a Messejana, perto da lagoa? Ah, dá uns 25 reais, pouco mais que isso. Então vamos. No começo da viagem a Rosaline desconfiou que estava muito barato. Já quando estávamos na Aguanambi, vi que estava no livre. Ótimo, então vai ser a 25 mesmo. E foi.



Foi uma ótima noite, muito divertida. Eu estava sabendo de outras pessoas que iam, mas não vi mais nenhuma outra pessoa conhecida. Minhas expectativas para a noite eram outras, eram misteriosas, exatamente por outros conhecidos que eu sabia ou imaginava que iam, mas foi muito melhor do que o melhor cenário eu pude imaginar e sem surpresas ruins.



quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Coisas sobre chuva


Hoje choveu de manhã aqui na Messejana. É bom que chova, eu adoro chuva. Mas prefiro quando chove à noite, na hora de dormir. É quando eu tenho idéias, algo a ver com água corrente. É assim: as minhas melhores idéias tenho ao tomar banho, ao entrar em contato com a água corrente. Não é a mesma coisa do mar, onde a água vai e volta. Indecisa.



As idéias fluem por mim junto com a água, têm seu ciclo completo pela minha mente: chegam, crescem, tomam forma. Depois me resta desenvolvê-las de verdade, dar corpo e vida própria. É para mim a parte difícil, não consigo enraizar essas idéias para que se sustentem.



E assim fico com váiros projetos, várias idéias pela metade, que apenas existem mas não continuam. É difícil tratar isso e eu estou sempre com aquela impressão que falta alguma coisa. A chuva me faz lembrar de uma ou outra coisinha legal que eu poderia estar fazendo agora, mas minhas obrigações não me deixam.



Fazer o quê? Eu gostaria de ser inconstante e importante como a chuva, ou até mesmo invejável e firme como um rio, mas sou desajeitado e indeciso como o mar.