quinta-feira, 29 de junho de 2006

Estamos aqui para isso


O Pedro, do "A casa dos acasos", esteve escrevendo dois posts sobre um estranho telefonema...

No comentário do segundo post, o Mário falou que nem sempre podemos ajudar as pessoas que passam por nossa vida. E que nem sempre queremos ajudar essas pessoas.

Eu gosto de ajudar. Maneira de me sentir importante, ao menos naquele momento, para aquele assunto. É bom sentir que alguém confia em você a ponto de permitir que você a ajude. E quando a sua ajuda é solicitada diretamente, então é o ápice.

Eu me importo com as pessoas que estão perto de mim. Gosto de ajudar. Quero estar ao lado quando for necessário. A privacidade me impede de ser direto sempre, mas também pratico a ajuda genérica, sem perguntar o problema, mas dando a força que me for permitido.

Estive terça-feira me despedindo de alguém que muito me alugou os ouvidos, e até me pediu conselhos (logo eu, dar conselhos?). Passaremos muito tempo sem nos ver, ligações serão quase impossíveis, mas haverá festa quando voltar, havendo ou não sucesso na sua empreitada.

E fui solicitado hoje por outra amiga. Me pediu qualquer tipo ajuda e chegou a ficar espantada com a minha prontidão em ajudar. Me pediu para escrever, então aqui escrevo explicando que peça ajuda, pois estarei aqui para atender.

É para isso que são os amigos. Estamos aqui para isso.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Mudanças


O bom de aprender outras línguas é que podemos ver algumas coisas que parecem estar ocultas no uso cotidiano da nossa língua.

Por exemplo, uma das palavras alemãs que eu mais gosto é andere (outro), todos os que lêem esse blog sabem muito bem o porque.

Mas melhor que andere é a palavra para mudança: Anderung (feminino, plural Änderungen). Exatamente como vocês podem ter percebido, mudança é derivado de outro. E mudar é andern.

Com um pouco mais de pesquisa, você entende que não é só no alemão que isso é claro, até na língua portuguesa é. Veja: outro vem de alter, que também gerou alteração, que é sinônimo de mudança. Acontece que isso fica pouco claro em português.

Mudar é, literalmente, tornar-se outro em alemão. E isso faz muito sentido. Ainda mais para mim, com a minha estranha relação com as mudanças e com a minha "doutrina outrista".

quarta-feira, 21 de junho de 2006

A bagunça vai aumentando...


Aêêêê!!! Mais uma apresentação da Turnê Mundial do fim do Mundo se aproxima, agora da Coréia do Norte!!!



Está todo mundo se preparando (1)
(2) para a festa, que ainda vai dar muito o que falar, já que tem gente que quer atrapalhar.

Mesmo assim, há mais o que comemorar, e talvez esses chatos que querem atrapalhar a festa da Coréia do Norte estejam apeans buscando exclusividade para a festa dele(1), já que tem mais gente querendo participar(1)(2), e tantos outros querendo atrapalhar (1)(2).

O "ruim" é que fica tão longe que a gente não vai ver de perto... Mas fazer o que, se a gente já teve quase um "Woodstock" um dia desses?

terça-feira, 20 de junho de 2006

Sobre as "Energias do Universo"



Tem vezes que queremos que certas coisas aconteçam ou deixem de acontecer. E isso acontece muitas vezes, de várias maneiras diferentes. Mas devemos ter cuidado com impedimentos aos nossos objetivos. Ou com os impedimentos que nós mesmos causamos.


É claro que devemos buscar, e lutar, e nos esforçar para alcançar o que queremos - ou para afastar o que nos atrapalha. Mas muita luta causa impedimentos no fluxo das "energias do universo".

É só lembrar que todo mundo também está lutando e querendo fazer valer sua vontade. No final é você contra o outro. Ou pior: você contra todo o mundo. É isso o que eu quis dizer com "energias do universo": você não está sozinho, há outras pessoas por aí, cada uma buscando seu próprio espaço.

Mas eu encaro esse pensamento a partir de um lado menos agressivo. Talvez possa ser descrito como um lado mais acomodado: eu simplesmente deixo a "energia" fluir. É óbvio que não a deixo fluir totalmente livre, eu dou meus empurrões ou construo minhas "barragens" para acelerar ou frear coisas.

E quando a gente passa por momentos assim tudo fica estranho, e até engraçado. Podemos até passar por momentos constrangedores por agir sem saber o que as pessoas estão esperando. "Quebar a cara" faz parte. Depois é ir em frente, tentar de novo ou ter a sapiência de saber e a calma de aceitar caso não tenha mais jeito.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Fim das greves!!!!


Como falei há alguns dias atrás, eu estava esperando que as greves acabassem. Finalmente acabaram!!! Êêêê!!!!

Primeiro acabou a greve do SERPRO, ontem. E hoje foi aquele burburinho todo: o barulho das conversas, usuários com problemas (principalmente problemas de esquecimento de senhas).

E finalmente resolvi o problema com aquele backup. Pelo menos até onde se podia resolvê-lo. Só foi possível recuperar os e-mails até novembro e quanto aos mais importantes, parece que há cópias deles. Alívio ainda apertado.

E a greve do CEFET terminou também, como se pode ver no site de lá. Alívio maior.

Tudo voltando aos eixos, e coisas novas surgindo ao horizonte.

Amanhã farra na casa do Théo!!!!

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Só os elefantes mesmo...


Hoje o texto não é meu, é do Mikael, retirado do recém-lançado Só os elefantes sabem amar #1 e se chama "Soneto às ex-namoradas"

Perdão àquelas a quem fiz sofrer
a quem juras de amor fiz
prometi que seria feliz
e por mim desejaram morrer.

Perdão por não conseguir ser leal
por fugir quando de mim precisaram
perdão a todas que realmente me amaram
perdão por ter feito tanto mal.

Se algum dia de mim lembrarem
se algum dia de mim falarem
saibam que reconheço que errei

De todas falta sinto
sofro, e hoje digo, não minto
que a todas eu amei.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

E vai piorando...


Ontem eu torci para escrever uma boa notícia aqui, mas o dia não foi tão feliz assim...

Pense numa arrumação. Papoquei um computador ali... Não um computador qualquer, o computador da gerente de um setor do SERPRO daqui de Fortaleza. Mas não foi muita coisa, apenas os e-mails que ela havia arquivado localmente.

A tarefa original era só atualizar o Linux Fedora 2 para o Fedora 4. Apenas baixar o script e executar. Mas houve algum erro misterioso enquanto o script era executado e plim! Ele gravou o kernel (o coração do sistema) corrompido.

Tentei recuperar alguma coisa com meus conhecimentos ainda limitados, tentei instalar outros kernels, mas arranjei mais problemas, outras coisas pararam de funcionar.

A solução foi reinstalar. Odeio fazer isso; mas era o que me restava, já que não tinha a quem recorrer (estamos em greve). Então eu, muito despreocupado, comecei a reinstalação sem fazer backup, já que os arquivos pessoais dela ficam em uma partição separada e não iam ser apagados.

Faço todo o processo antes que a gerente volte, e, quando ela chega, eu, muito orgulhoso do meu serviço, peço-lhe que verifique os programas instalados.

Quando eu inicio o programa de e-mail, me vem um pensamento e começo a gelar.

Esse programa é para windows, e ele fica em um diretório a parte, que foi apagado com a reinstalação; eu devia ter feito o backup dele.

Na hora eu falei que estava passando mal. E estava mesmo, minha pressão baixou, estava gelado. Pô, perder o arquivamento da gerente é osso.

Mas ainda bem que ela é gente fina e não ficou estressada. Ainda bem que ela não tinha muita coisa importante entre essas que foram perdidas. Ainda bem que os meus chefes já fizeram alguma coisa parecida antes. Ainda bem que há chances de recuperação.

Esperando agora como vai ser a recuperação dos arquivos. Enquanto eu estava escrevendo essa parte final ela me chamou para saber como vai ser essa recuperação.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Tédio



É o cúmulo. Duas greves ao mesmo tempo. EU ODEIO GREVE!!!! Greve no CEFET, greve no SERPRO.

A greve do SERPRO eu estou furando, já que nem tem nada pra fazer mesmo, passo o dia navegando na internet. E já que eu não posso furar a greve do CEFET, eu durmo.

Mas as greves já foram importantes na minha vida. Houve uma greve de professores da rede estadual bem no final da licença-matenidade da minha mãe de quando eu nasci. Ah, pra quem não sabe, minha mãe é professora de escola do estado. Daí eu tive tempo extra com a minha mãezinha, uma licença-maternidade dobrada.

Enquanto isso, os professores do CEFET estão - como diz um dos melhores professores de lá - em seu "pacto de mediocridade", curtindo suas férias e se preparando para assistir a Copa. Quem duvida que essa greve só acaba depois da Copa?

E aqui no SERPRO eu vou furando mesmo. Não tenho ainda raiva de empregador, "dou mó valor" a trabalhar, nunca ganhei salário nenhum e esse que ganho agora está ótimo para as minhas necessidades. Sei lá, não tenho motivos para ficar sem fazer nada em casa ou debaixo do sol na guarita.

Até outro dia, então. Quem sabe com melhores assuntos.